Quando o assunto é empregabilidade, Campo Grande se destaca no cenário nacional com perspectivas de crescimento, desenvolvimento e inovação. Com 2.359 postos criados entre janeiro e fevereiro de 2024 (52% a mais no comparativo com o mesmo período do ano passado) e encerrando o ano de 2023 com a menor taxa de desocupação do país (2,6% no 4º trimestre), a cidade faz jus ao título de “Capital das Oportunidades”.

Em 2023, Campo Grande experimentou seu melhor desempenho em empregabilidade, com uma queda de 0,5 ponto percentual na taxa de desemprego no quarto trimestre em comparação com o trimestre anterior, atingindo o patamar de 2,6%, o menor já registrado desde que a PNAD Contínua começou a divulgar dados a nível de capitais em 2012. A cidade encerrou o ano com a menor taxa de desocupação do país, seguida por Florianópolis (SC) com 4,3% e Palmas (TO) com 4,7%. Dos 757 mil habitantes em idade para trabalhar em Campo Grande, 502 mil estavam na força de trabalho, e apenas 13 mil estavam desocupados, representando o menor número na série histórica.

Para alavancar esses números, a Prefeitura de Campo Grande atua em diversas frentes para garantir melhores oportunidades de emprego e geração de renda. Muito além da oferta diária de postos de trabalho por meio da Fundação Social do Trabalho (aproximadamente 2 mil), a população campo-grandense conta com a Escola de Educação Profissional da Funsat, responsável pela qualificação dos alunos – ponto importante na hora de conquistar uma vaga.

É o caso do técnico agropecuário Willian Vilhar da Silva, de 30 anos. Após participar do curso de Auxiliar de Logística, ele conseguiu uma vaga na área almejada. “Eu não conhecia o trabalho da Funsat. A primeira vez que eu fui lá foi para tirar a Carteira de Trabalho, quando eu tinha uns 17 anos. Depois nunca mais tinha voltado. Um belo dia eu estava passando em frente e vi um cartaz de oferta dos cursos. Fui até à secretaria da Escola, fiz o cadastro e já comecei. Eu tinha acabado de sair de uma fazenda e queria aproveitar esse intervalo antes de conseguir uma recolocação”, explica o trabalhador, que atualmente está empregado em uma empresa no ramo do agronegócio.

 

“O primeiro curso que eu fiz foi para Auxiliar de Logística, área que estou atuando agora. O legal é que os professores apresentaram os conceitos, e eu vi que eu já atuava com logística e não sabia. Dentro desse conteúdo, eles mostraram um campo muito amplo. E dentro da área do agronegócio existe um déficit de pessoas capacitadas. Quem atua na logística é alguém que aprendeu a atuar na área, mas não é qualificado nisso. Hoje, muitas empresas aqui no Estado, que mexem com silvicultura, por exemplo, exigem uma formação. Realmente precisam de alguém que entenda do processo. Então eu vi um campo legal para atuar.”

Segundo Willian, a capacitação realizada na Funsat permitiu sua recolocação no mercado, atuação na área desejada e, ainda, permitindo a ele permanecer em Campo Grande. “A empresa viu que eu tinha os cursos de auxiliar de logística, auxiliar administrativo e de contabilidade. Então pediram para eu falar um pouco sobre o que aprendi. Aqui tem essa rotina da logística modal, por exemplo, onde eu organizo quem vai levar o produto, frete, além da logística de estoque. Eu tenho que organizar, armazenar e identificar. Tem a logística de suprimentos do escritório também, então você faz toda a rotina, organiza toda essa estrutura.”

Além do curso de auxiliar de logística, Willian conta que também participou das aulas de Manipulação de Alimentos, na Funsat. “Os cursos são gratuitos e os professores são atuantes na área, o que é um diferencial. Eles apresentam a realidade do mercado, têm a vivência. Outra questão é você estar ali nas aulas e poder conferir as vagas ofertadas diariamente. A coordenação está todo dia conversando com você, além das visitas da diretoria. Então, você tem recurso e está amparado. O atendimento é muito bom, a coordenação está presente, os professores são capacitados, o conteúdo é atual, abre um leque de oportunidades. A oportunidade está ali para quem quiser aproveitar.”

 

“Quando fiz o curso da Funsat, fui incentivado a aprender mais”, afirma o cuidador de idosos

Outro exemplo de que a qualificação abre portas no mercado de trabalho é o cuidador de idosos Sérgio Alves de Melo, de 46 anos. “Eu já pretendia me profissionalizar nessa área e um amigo, que é enfermeiro, me indicou o curso da Funsat e eu resolvi fazer.”

Sérgio conta que já atuava na área, mas informalmente. “Eu estava trabalhando como cuidador e a família que me contratou faria uma viagem para Fortaleza e exigiu que eu tivesse um curso e uma certificação para continuar, até porque isso garante o conhecimento de primeiros socorros, que é muito importante nesta área. Eram as condições para que eu pudesse manter o meu emprego e fui atrás”, relata o cuidador de idosos, que concluiu as aulas e se manteve no emprego.

“Agora, estou trabalhando com mais uma família. São duas famílias, e eu viajo com eles para Bonito, Fortaleza, Paraíba”. Segundo ele, o curso abriu portas para se manter e amplia o ganho na profissão. “Eu não tinha muita familiaridade com primeiros socorros, para lidar com essas situações em caso de urgência, como fazer uma pessoa desengasgar ou uma manobra de RCP (Reanimação Cardiopulmonar Padrão), por exemplo. Então, através desse curso, fui incentivado a aprender mais. Depois me animei e fiz o curso de Socorrista, e hoje sou Bombeiro Civil também. Mas o curso da Funsat foi a porta de entrada que me abriu essas oportunidades”, conta Sérgio.

“Agora estou indo para o lado da enfermagem. Eu já gosto da área de Saúde, mas quando eu fiz o curso de cuidador, passei a me interessar mais”, acrescenta, destacando a importância da oferta de capacitação gratuita. “Muitas pessoas querem entrar no mercado de trabalho, mas não têm condições de pagar por um curso. Então, pelo fato de ser gratuito, já ajuda bastante, e a pessoa entra no mercado de trabalho muito mais rápido”, relata o cuidador de idosos, que pretende participar das aulas de inglês e espanhol, agora também disponibilizadas pela Fundação Social do Trabalho em Campo Grande.

“A pessoa que faz um curso pela Funsat já vai sair na frente em uma entrevista de emprego. O currículo que estiver melhor ali, que apresentar a melhor capacitação, é o currículo que vai ser selecionado”, ressalta.

Só em 2024, a Escola de Educação Profissional da Funsat promoveu 13 cursos, dentre eles, Higiene na Manipulação de Alimentos, Primeiros Socorros, Barbeiro, Informática Básica, Auxiliar de Recursos Humanos e Marketing Digital. Foram pelo menos 300 alunos certificados.

Atendimento exclusivo para o Público PCD

A Funsat oferece atendimento diferenciado quando o assunto é o público PCD (Pessoa com Deficiência). Além da busca ativa por vagas e contato com os trabalhadores que estão à procura de uma oportunidade, a Fundação promove orientação aos colaboradores e empresas, facilitando o processo de adaptação de ambas as partes. Em 2023, 497 atendimentos foram direcionados para esse público. É o caso de Carlos Leandro dos Santos, 37 anos, que conquistou uma vaga de Auxiliar Administrativo.

“Eu já conhecia a Funsat, só que eu não conhecia o setor específico da PCD, que tem esse atendimento diferenciado. Foi aí que eu comecei a procurar [a Funsat] com mais frequência. Então, eu passei a me familiarizar com as vagas que tinham mais a ver com os meus objetivos. Tive a oportunidade de entrar na Coca-Cola, pela Funsat, depois na TAM, também pela Funsat, Águas Guarirobas e outras empresas”, conta Carlos Leandro, que foi recolocado no mercado de trabalho mais de 5 vezes com a ajuda da Funsat.

“Nessa última vez fiquei desempregado somente por uma semana. Falei com a responsável pelo setor PCD e ela me informou que tinha uma vaga que se encaixava com o meu perfil. Eu atualizei meu cadastro e logo abriu a vaga daqui. Já peguei o encaminhamento via e-mail, fiz a entrevista e comecei a trabalhar na semana seguinte”, comenta o trabalhador, que se enquadra na categoria PCD devido a um encurtamento na perna esquerda, que reduz sua mobilidade.

Conforme Carlos Leandro, o auxílio da Fundação Social do Trabalho é fundamental para a inclusão da Pessoa com Deficiência no mercado de trabalho. “A Funsat é uma parceira muito grande, porque é uma ponte entre os dois lados. Há empresas que precisam, e estão sendo cobradas nessa questão da inclusão social, e não conseguem achar candidatos. Por outro lado, tem os candidatos que não estão conseguindo achar uma vaga relacionada ao perfil deles. Então a Funsat faz essa ligação. Acho de grande importância para os dois lados, tanto para o mercado de trabalho quanto para a pessoa que está em busca de emprego.”

Além disso, Carlos Leandro cita o amparo jurídico prestado pela Fundação Social do Trabalho de Campo Grande. “Tem toda uma questão de adaptação. Às vezes, a empresa tem uma vaga, mas não sabe como vai se adaptar ao funcionário. Por exemplo, como que eu vou receber esse candidato na empresa? Então a Funsat dá esse suporte, tem todo esse respaldo, tanto para a empresa quanto para o colaborador. O atendimento da Funsat é excelente, eu não tenho do que reclamar. Eu sempre fui bem atendido, em qualquer momento que eu precise, eles estão lá para me auxiliar.”

Em 2024, conforme relatório da base de gestão do Ministério do Trabalho, 359 PCDs foram encaminhados ao mercado de trabalho por meio da Funsat.

Programa oportuniza capacitação em diferentes áreas

Rute Mara Verner, 46 anos, ingressou no Primt (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho) em agosto de 2022. Desde então, adquiriu conhecimento em diferentes áreas. Segundo ela, a oportunidade de trabalho aliada à capacitação já está rendendo bons resultados.

“Eu estava trabalhando com entrega de panfletos na rua, debaixo do sol e decidi que já não podia continuar assim. Eu fiquei sabendo do Primt, me inscrevi, fui classificada e me chamaram para o serviço de limpeza, onde fiquei por um ano”, conta a trabalhadora, que aproveitou a oportunidade para se capacitar, uma das exigências para se manter no programa. “Eu fiz os cursos de Informática Básica, Gestão de Comportamento no Trabalho e Auxiliar de RH”, lista Rute.

Segundo ela, o curso de Gestão de Comportamento serviu de alavanca para seu retorno aos estudos. “Eu terminei o ensino médio, peguei meu certificado e fiz o curso de auxiliar de RH. Tudo isso depois de muito tempo sem vontade de estudar, pensando que isso não era mais para mim. Agora, pretendo continuar, estou pensando na área de RH ou auxiliar administrativo”, conta Rute, que passou da área da limpeza para o setor administrativo dentro da própria Funsat.

“Eu nunca tinha ligado um computador na vida, e precisava disso para essa nova função, então o curso de informática foi muito importante. O Primt oferece essa oportunidade de aprendizagem e você tem a chance de conquistar uma posição melhor. O nosso interesse em aprender aumenta”, destaca a colaboradora, agora responsável pela recarga do vale-transporte dos beneficiários do programa, entre outras funções.

 

“O curso de Vendas da Sejuv abre muitas portas para o futuro, fica mais fácil conseguir um emprego”, comenta Brendha.

Além das políticas de geração de emprego e renda e formação profissional da Funsat, a Prefeitura tem na Secretaria Municipal da Juventude (Sejuv) uma série de ações que abrem caminhos para os jovens conquistarem o primeiro emprego. Por meio dos cursos presenciais e on-line, somente neste ano de 2024, mais de 4 mil jovens participaram de algum dos 31 conteúdos presenciais ou dos 56 EAD ofertados. Entre os temas estão: Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Contabilidade, Designer de Sobrancelhas, Auxiliar Contábil, Gestão Administrativa, Empreendedorismo, Gestão em RH, entre outros.

Com apenas 16 anos, Brendha Amaris Rodrigues conquistou seu primeiro emprego formal. Após participar do curso de Vendas na Secretaria Municipal da Juventude, ela começou a trabalhar como estagiária na equipe de call center, em uma clínica odontológica.

“Foi a primeira vez que fiz um curso neste aspecto de qualificação, pensando em conseguir um emprego. Eu estava com 15 anos na época, e as empresas pediam alguma especialização, mas eu só estava estudando. Descobri que na Sejuv tinha cursos com aulas gratuitas e comecei a fazer”, relata a jovem, que está cursando o 2º ano do ensino médio.

“Foi uma experiência bem legal, uma semana de curso na parte da tarde, aprendendo várias coisas diferentes. O curso de Vendas abre muitas portas para o futuro, fica mais fácil conseguir um emprego”, comenta Brendha, que foi empregada por meio de uma parceria entre a clínica e a Sejuv. “Tudo aconteceu muito rápido, foi uma semana bem intensa. Eu vi a oportunidade, conversei com a minha supervisora e ela me entrevistou. Foi uma conversa bem tranquila, falei do curso que eu estava fazendo e o que eu queria para o meu futuro e acabei sendo chamada para fazer o estágio.”

Sobre a nova experiência, ela afirma que está sendo muito importante. “Eu tinha uma rotina bem tranquila, só estudava, então sobrava muito tempo e posso dizer, um tempo ocioso. Aqui eu faço atendimento ao público e está sendo muito bom, estou conhecendo coisas novas e crescendo também como pessoa.”

Diariamente, além das vagas gerais disponibilizadas, a Funsat anuncia as “vagas de perfil aberto”, que não exigem experiência prévia do candidato. São cerca de 1,5 mil oportunidades, em diversas funções.

Dentro do escopo da Fundação Social do Trabalho está ainda o Emprega CG no Seu Bairro, que neste ano de 2024 realizou quatro edições, inclusive para o público 50+ e outra voltada para as mulheres. Juntos, esses eventos ofertaram mais de 1,2 mil vagas nas mais diferentes áreas e funções reunindo empresas parceiras.

Ao destacar a oferta expressiva de empregos em Campo Grande, a Prefeita Adriane Lopes lembra que somente neste ano, até abril de 2024, 14.609 pessoas procuraram a Agência de Empregos da Fundação Social do Trabalho, sendo 8.840 encaminhadas para o mercado de trabalho. Ela ressalta que Campo Grande tem conseguido se consolidar nas primeiras posições entre as 27 capitais do país como pólo de crescimento e de geração de novos negócios.

“Nesse primeiro de maio, quero expressar a minha gratidão a todos os trabalhadores e trabalhadoras que, todos os dias, contribuem para o desenvolvimento da nossa cidade. Diariamente, a Funsat tem anunciado mais de 2 mil vagas e muitas não são preenchidas com facilidade. No intervalo de um ano, a taxa de desocupação em Campo Grande baixou de 3,1% para 2,6%, representando 3 mil pessoas a menos nesta condição na capital. Estes números colocam Campo Grande abaixo ao de países como Canadá (5,7%), Austrália (4,1%) e Estados Unidos (3,7%). Apenas em 2023, a cidade ampliou em 4 mil o número de empresas ativas, o que se reflete nos bons números de empregabilidade. Alguns segmentos, inclusive, já têm relatado escassez de mão de obra. O nosso desafio enquanto administração municipal é também apoiar os empresários na contínua qualificação da mão de obra local. Estamos focados neste propósito e ampliando as oportunidades para a nossa população desde o primeiro emprego até a recolocação no mercado de trabalho, E os números têm nos mostrado cada vez mais que estamos no caminho cert0″, destaca a prefeita Adriane Lopes.

Tenha o cadastro em dia com a Funsat

O cadastro é feito presencialmente na Fundação, tendo em mãos o documento de identidade ou carteira de motorista, comprovante de residência, número do CPF e dados do histórico profissional.

A Funsat está localizada na Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória, com horário de funcionamento das 7h às 17h, de segunda-feira a sexta-feira, inclusive no horário de almoço, realizando também outros serviços como solicitações para a emissão da carteira digital de trabalho, ativação do seguro-desemprego, ou, por exemplo, inscrição de cursos profissionalizantes promovidos pela Fundação. O telefone para contato é o (67) 4042-0585.

Para mais informações, confira o perfil do Instagram @funsat.cg, e no Facebook a página @funsatcampograndems.