
A Prefeitura de Campo Grande está investindo no alargamento da Rua Lino Villachá, uma importante via do Nova Lima. Os serviços começaram na semana passada e fazem parte das obras previstas para a Etapa D do bairro, com previsão de conclusão até o final de setembro. A via liga a Avenida Coronel Antonino à entrada do Hospital São Julião e tem papel importante na conexão entre diferentes pontos da região. O projeto prevê a ampliação da pista para melhorar o fluxo de veículos e oferecer mais espaço para quem utiliza o trecho diariamente. Para a prefeita Adriane Lopes, a obra atende uma necessidade de quem vive e circula pelo bairro. “Estamos fazendo uma melhoria importante em uma via que tem um movimento grande no Nova Lima. O alargamento vai trazer mais espaço para os veículos e melhorar o dia a dia de quem mora, trabalha ou passa pela região.”, afirmou. A melhoria complementa a estrutura já implantada no Nova Lima. Todas as vias previstas no projeto do bairro já foram pavimentadas e, somente nesta etapa, foram investidos R$ 15,5 milhões. A obra faz parte dos investimentos da Prefeitura para melhorar a infraestrutura e levar mais qualidade de vida à população. #PraTodosVerem: A imagem mostra máquinas na pista ampliando a Rua Lino Vilachá

A Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (UAIFA 1), no Bairro Jardim Veraneio, realizou um mutirão intersetorial para atender a população em situação de rua. A ação, em alusão ao Dia Nacional da Luta da População de Rua, reuniu cinco serviços e entidades da rede de proteção social e atendeu cerca de 80 pessoas. Durante o mutirão, foram oferecidos atendimentos jurídicos, serviços de saúde, atualização do Cadastro Único, orientações sobre benefícios sociais, além de inscrições e atualizações cadastrais para programas habitacionais. A secretária-adjunta de Assistência Social, Inês Mongenout, destacou a importância da integração dos serviços. “Quando trazemos a rede de proteção para dentro da unidade de acolhimento, encurtamos distâncias e abrimos portas reais para a autonomia. O papel da assistência social vai além de acolher, nosso compromisso é oferecer as ferramentas para que cada pessoa reconstrua seu projeto de vida e resgate sua cidadania com dignidade e oportunidade”, afirmou. Entre os atendidos esteve Gilberto da Silva Oliveira, que está acolhido na unidade há quatro meses e atualmente trabalha no Centro POP. Durante a ação, ele realizou o cadastro habitacional junto à Agência Municipal de Habitação (EMHA). “Depois de tudo o que passei, dei uma virada na minha vida. Consegui um trabalho, estou comprando meus móveis e logo vou para o meu canto. Ter esses serviços aqui na UAIFA facilitou demais para mim, que trabalho o dia todo. Sou muito grato por esse acolhimento, pois foi a partir daqui que consegui um emprego e estou reconstruindo a minha história com foco no meu objetivo, que é ter a minha liberdade e a minha casa”, relatou. Também participaram da ação o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado (NUDEDH), com orientações jurídicas e encaminhamentos; a Pastoral dos Migrantes, com atendimento a estrangeiros; o Consultório na Rua, com avaliações e encaminhamentos de saúde; a EMHA, com serviços habitacionais; e a equipe do Cadastro Único, responsável por novos cadastros e atualizações de dados.

O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) realizou uma oficina de saltenha e brigadeiro de casca de banana, com 50 mulheres do bairro Vespasiano Martins, Região Urbana do Anhanduizinho, em Campo Grande. Na aula, as cursistas puderam aprender sobre ingredientes com custo reduzido, que não comprometem o resultado final e favorecem ao precificar e alcançar lucro com qualidade do produto. A professora de culinária do FAC, a chef Eva Galvão, ensinou como aplicar na culinária os conhecimentos sobre sustentabilidade aprendidos no curso, e para isso, foi ensinado o brigadeiro feito a partir da casca de banana. “Com o brigadeiro de banana, é possível trabalhar de casa e mostrar que o que vira lixo para muitas pessoas dá para aproveitar como comida.” Patrícia Matos, 41 anos, uma das alunas da oficina, destacou a importância da capacitação. “Essa oficina está vindo numa boa hora, meus filhos estão na creche, agora é tempo de aproveitar, pôr em prática e começar a vender. Está sendo muito importante esse aprendizado. ” A presidente do FAC, Adir Diniz, destacou que o trabalho do fundo é estimular a independência financeira, sempre indo até os bairros e às comunidades para levar conhecimento e formação às pessoas. “Nós vamos até elas nos bairros; e o nosso objetivo é que elas venham a ter uma independência financeira. Que elas possam gerar renda dentro de casa e, no futuro, se pegarem gosto, poderem ser empreendedoras”. Ela, que também é chef de cozinha, também ensinou, passo a passo, o preparo de saltenhas, tradicionais na Bolívia, adaptando detalhes que possam melhor se encaixar no cenário local. Durante as aulas, as alunas também fizeram os salgados com recheio de carne e frita. Aprovação da oficina e a vontade de empreender Silvana de Fátima, 65, que também participou da oficina Mão na Massa, receita de saltenha e brigadeiro de casaca de banana, foi outra que, além de provar, aprovou tudo e, principalmente, a receita surpresa. “Muito gostosa, mas a saltenha frita é mais gostosa ainda. Foi um ótimo curso e as professoras estão bem-preparadas para dar o curso”. A emoção das alunas ao final da oficina revelava a aprovação do grupo, que segue agora investindo e com a chance de empreender dentro de casa, como Armandina, 53 anos, “A minha emoção foi a saltenha diferenciada de carne moída. Eu gostei muito e vai ser um diferencial. A maioria é de frango e essa vai ser uma novidade. Agora vou pôr a mão na massa e ganhar uma renda extra”. #PraTodosVerem: A imagem mostra as alunas durante o curso de brigadeiro de casca de banana

Um homem de 36 anos foi autuado, na noite desta terça-feira (1º), por descarte irregular de pneus em uma área pública no Bairro Jardim Panamá, em Campo Grande. A ocorrência foi registrada durante uma ação de monitoramento da Patrulha Ambiental da Guarda Civil Metropolitana (GCM). A equipe identificou o homem depositando pneus diretamente no solo, na região da Rua Otávio Mangabeira com a Avenida José Barbosa Rodrigues, área com histórico de descarte irregular de resíduos. A prática é proibida pela legislação municipal e pode gerar multa de R$ 10 mil por autuação, conforme o Art. 2º, § 1º, da Lei Municipal nº 6.436. O enquadramento também pode resultar em responsabilização por crime ambiental, conforme a legislação federal, quando o descarte for capaz de causar poluição ou riscos à saúde humana e ao meio ambiente. No caso registrado nesta terça-feira, o responsável recebeu auto de infração no valor de R$ 5 mil e foi encaminhado à Delegacia de Polícia para as providências cabíveis. De acordo com levantamento da fiscalização, o mesmo enquadramento previsto na legislação municipal já resultou em 18 autuações, sendo nove para pessoas físicas e nove para pessoas jurídicas. O secretário da Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes), Anderson Gonzaga, destacou que a fiscalização busca reduzir a ocorrência desse tipo de prática na Capital. “A GCM vem trabalhando para que cada vez menos tenhamos esse tipo de prática em Campo Grande. A fiscalização e a orientação são importantes para coibir o descarte irregular e reforçar que a população e as empresas precisam fazer a destinação correta dos resíduos”, afirmou.

Estudantes do 5º ano de cinco escolas da Rede Municipal de Ensino (Reme) participarão do “Clarisse me disse”, projeto que utiliza literatura, teatro e atividades em sala de aula para abordar, de forma adequada à infância, a violência doméstica e familiar contra a mulher. A parceria foi firmada nesta segunda-feira (31) entre a Prefeitura de Campo Grande e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). O trabalho tem como ponto de partida o livro infantil “Clarisse me disse”, escrito e ilustrado pela juíza Caroline Costa de Camargo. A obra apresenta diferentes formas de violência e ajuda as crianças a reconhecerem comportamentos abusivos, compreender relações de respeito e identificar espaços seguros de apoio. “Clarisse nasceu para dizer a essas crianças: a história que você recebeu não precisa ser a história que você vai escrever no futuro”, afirmou Caroline. Para a autora, a aproximação entre Justiça e educação permite que o tema chegue às crianças antes que situações de violência sejam naturalizadas. Em Campo Grande, participam inicialmente as escolas municipais Ana Lúcia de Oliveira Batista, Iracema Maria Vicente, Prof.ª Hilda de Souza Ferreira, Consulesa Margarida Maksoud Trad e Kamé Adania. As unidades foram definidas a partir de critérios técnicos e pedagógicos, considerando regiões de maior vulnerabilidade social. Antes das ações com os estudantes, professores indicados pelas escolas passarão por formação preparatória. Na sequência, as crianças receberão exemplares do livro e acompanharão uma dramatização da história. O tema continuará sendo trabalhado em sala, com leitura orientada, rodas de conversa, desenhos e reflexões sobre respeito, convivência e proteção. Durante a assinatura, a prefeita Adriane Lopes lembrou que a Reme já desenvolve ações voltadas ao enfrentamento da violência por meio do “Meninas e Meninos Fortes” e ressaltou a importância de envolver meninas e meninos desde a infância. “Nós temos que trabalhar também com os meninos na ação preventiva dentro das nossas escolas. Então lançamos o Meninas e Meninos Fortes e acredito que o ‘Clarisse me disse’ vem como uma grande parceria”, afirmou. Coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJMS, a desembargadora Sandra Regina da Silva Ribeiro Artioli explicou que as cinco unidades representam a etapa inicial do trabalho. “Começamos com cinco porque é um projeto piloto, nós precisamos ainda aprender com o caminhar do projeto. A ideia é que se estenda realmente para outras escolas”, disse. O termo tem vigência de 12 meses e prevê o acompanhamento das ações nas escolas participantes. Após a avaliação dessa primeira etapa, o “Clarisse me disse” poderá chegar a outras unidades da Reme.