A Prefeitura de Campo Grande lança nesta terça-feira, dia 05 de março, a campanha “Meu Bairro Limpo – Todos em Ação contra a Dengue”. A abertura está prevista para acontecer às 08h na  E.M. Professora Leire Pimentel de Carvalho Corrêa, Colibri II.

Durante os próximos 10 dias, agentes da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), e demais apoiadores, estarão mobilizados no trabalho de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti na região do Anhanduizinho.  Os servidores irão fazer a inspeção de casas e terrenos baldios,  além do recolhimento e eliminação de materiais inservíveis potenciais criadouros do mosquito e orientação dos moradores em relação às medidas de prevenção.

A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, reforça que é necessário o apoio da população para uma maior efetividade no combate às doenças transmitidas pelo mosquito.

“ É extremamente importante a colaboração de todos para que a gente consiga vencer o combate contra o mosquito. Se cada um contribuir, certamente teremos maior sucesso neste trabalho”, enfatiza.

Algumas medidas simples, como manter caixas d’água, cisternas, tonéis, tambores e filtros tampados podem evitar a proliferação do mosquito e, consequentemente, reduzir o número de casos de dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

A secretária lembra que um modo de prevenir criadouros é descartar objetos no lugar correto e levar o lixo para fora de casa somente no dia da coleta, por exemplo.

“Recipientes e sacos plásticos, garrafas, latas, sucatas, ferro-velho, entulhos em construção; tudo isso pode ser foco de Aedes. Furar o fundo das latas e, se possível, amassar; tampar latas de tinta e deixá-las em local adequado; enviar sacos plásticos para reciclagem; amassar copos descartáveis; e manter garrafas com tampas ou viradas para baixo são algumas medidas que podem ajudar a eliminar o acúmulo de água”, complementa.

Pontos de coleta

Durante a ação, dois pontos de coleta de materiais inservíveis estarão sendo disponibilizados à população. O coordenador da CCEV,  Vagner Ricardo Santos, explica que nos locais os moradores poderão descartar materiais de grande volume, como móveis inutilizados, carcaça de eletrodomésticos e eletrônicos, pneus e outros objetos que possam acumular água. Não é permitido o descarte de entulhos, restos de materiais de construção e podas de árvores.

“O objetivo é oportunizar que o morador faça o descarte adequado destes tipos de material  que muitas vezes está armazenado no fundo do quintal sendo passível de acumular água e servir de criadouro para o mosquito”, diz.  O recolhimento dos materiais conta com o apoio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Sisep).

Locais:

Rua Tumbergia, entre as ruas Prímula e Gerbera – Aero Rancho

Rua Francisco Águiar Pimenta, entre as ruas Júlia Pereira de Souza e Waldemar Writh – Jardim Monumento

Ações permanentes

Desde novembro do ano passado, as equipes da Sesau vêm intensificando as medidas de prevenção e controle do vetor da dengue, previstas no Plano de Contingência Municipal, que estabelece metas para conter uma possível epidemia de arboviroses, além de estabelecer diretrizes quanto à assistência e organização de fluxo. As diretrizes foram publicadas no último mês, prevendo estratégias a serem executadas até 2025 para evitar o aumento no número de casos.

A Sesau também tem reforçado as ações educativas e de mobilização social nas sete regiões urbanas, distritos e assentamentos (Zona Rural) de Campo Grande, para orientar a população sobre as medidas para a prevenção às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Tais iniciativas também são reforçadas na Atenção Primária, por meio das unidades básicas e de saúde da família, e nas escolas em período letivo.

Casos

Do dia 01 de janeiro a 28 de fevereiro deste ano, foram notificados 2.310 casos de dengue em Campo Grande. Até o momento, não houve a notificação de nenhum caso de zika e apenas duas notificações por chikungunya. Em todo o ano passado a Capital registrou 17.033 notificações de dengue e seis óbitos provocados pela doença. Foram notificados, de janeiro a dezembro de 2.023, 92 casos de zika e 176 de chikungunya.

A Capital fechou o segundo semestre do ano passado apresentando redução significativa nos casos de dengue, se comparado com o período anterior. O pico da doença foi registrado em abril, com mais de 3 mil casos notificados. A partir de junho, houve redução expressiva com estabilização nos meses seguintes.

O  Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em janeiro deste ano, detectou três bairros com risco de infestação do mosquito, outros 42 estão em situação de alerta e em 28 a situação é considerada satisfatória. O levantamento completo está disponível para download no link: https://www.campogrande.ms.gov.br/sesau/sec-downloads/liraa-janeiro-2024/.

Em Mato Grosso do Sul, quatro cidades aparecem com alta incidência dos casos prováveis da doença, segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Campo Grande é a cidade que apresenta o menor índice entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. No país, municípios como Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, já enfrentam números alarmantes da doença.