Estudantes da Reme aprendem sobre sustentabilidade na UTA
O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) promoveu mais uma edição do Dia de Campo na Unidade Técnica de Agricultura Urbana (UTA), nesta semana. A atividade reuniu 40 estudantes do 4º ano da Escola Municipal Professor José de Souza (Zezão) em uma vivência sensorial e pedagógica focada em sustentabilidade, preparo do solo, cultivo de alimentos e descarte consciente de resíduos no ambiente urbano.
A programação na horta educativa combinou oficinas práticas e palestras ministradas por professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).
Os estudantes aprenderam sobre fertilidade do solo, montagem de adubo com resíduos orgânicos, cultivo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PUNCs) e participaram da oficina “Mão na Massa”, na qual elaboraram e degustaram a tradicional saltenha boliviana.

A presidente do FAC, Adir Diniz, reforçou a dimensão formativa do encontro para os estudantes da rede municipal. “O Dia de Campo não é apenas um momento de lazer. Ele tem responsabilidade social, sustentabilidade e educação ambiental, fazendo com que gerações passem pela UTA e saiam daqui com uma nova consciência sobre cuidados com o planeta, alimentação saudável, cultivo, preparo do solo e descarte de resíduos”.
A relevância do aprendizado prático no desenvolvimento infantil foi sublinhada pela professora doutora da UFMS, Ana Paula Araújo. “Esse trabalho que a UTA está realizando é necessário e importante para esse processo, em que, desde pequenos, eles vão criando essa consciência geográfica que envolve necessariamente a educação ambiental. Se eles aprendem agora, quando chegam à fase adulta, a gente não precisa se preocupar tanto com o planeta”, afirmou a professora.

O ensino sobre nutrição do solo contou com o apoio de acadêmicos de Agronomia. O coordenador do curso e do Laboratório Vivências em Ciências Agrárias da UCDB, Cleber Jadoski, pontuou a oportunidade de integração de saberes.
“A gente está trabalhando com crianças, é o melhor momento para você colocar a educação ambiental para elas. Nós estamos aqui com o nosso laboratório Vivências em Ciências Agrárias, com os nossos acadêmicos de graduação do curso de agronomia. Eles, jovens, os quais estão na graduação, aprendendo aquele limiar, o aprofundado sobre a agricultura e trazendo essa noção de agricultura, de cultivo, de produção e do cuidado com a natureza, com as crianças”, disse Jadoski.

O aluno Joaquim Pedro Rodrigues, de 10 anos, comemorou o aprendizado prático na horta. “Aprendi que o adubo é importante para o solo, para fazer a planta crescer mais rápido, e aprendi que pode utilizar madeira no adubo. Aprendi, a importância do adubo, das plantas, do lixo organizado”, relatou o estudante.
A aproximação das crianças com a vegetação nativa e o cultivo doméstico foi defendida pelas biólogas e professoras da UFMS, Suzete Wiziack e Suzana Ferreira. “Hoje a vida está muito corrida, as pessoas muito preocupadas com o trabalho, com a produtividade, se distanciaram da natureza. Então, a gente tem que aproximar as pessoas da natureza para que elas comecem a perceber essa relação tão intrínseca que nós temos”, avaliou Suzete.

A professora Silvana ressaltou o papel multiplicador das atividades educativas nas famílias. “Eu acho que elas estão aqui abertas a aprender coisas novas, diferentes daquele cotidiano da escola, e que enriquecem o currículo da escola, enriquecem a vida delas. É uma atividade educativa, mas que se estende até seus lares, porque todo o conhecimento que elas têm aqui, elas vão gostar e vão contar para os pais”, pontuou.
As atividades pedagógicas na UTA integram o calendário permanente do FAC em parceria com instituições de ensino superior, promovendo a cidadania ecológica e o bem-estar comunitário.

#PraTodosVerem: A imagem em destaque é um aluno da Escola Municipal Zézão colhendo um pé de couve.

