Economia criativa gera renda e transforma vidas na Capital
O dia 5 de outubro marca o Dia do Empreendedorismo e o Brasil destaca-se na área da economia criativa devido ao talento e à criatividade da população. Levantamentos oficiais do setor indicam que o artesanato e as produções afins movimentam cerca de R$ 230 bilhões anualmente no país.
Em Campo Grande, o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) baseia a sua linha de atuação no desenvolvimento sustentável. O órgão estimula atividades voltadas à economia circular, ao modelo de lixo zero e à preservação ambiental. As oficinas e os cursos capacitam os moradores para o empreendedorismo e a independência financeira.
A presidente do FAC, Adir Diniz, avalia a necessidade de integrar a pauta ambiental à viabilidade de negócios estruturados e rentáveis. “É importante cuidar do planeta, das pessoas, mas sempre atento à economia. O valor gerado por meio do produto feito através da economia criativa, o artesanato, por exemplo, precisa ser levado a sério”, destaca Adir.
O ensino prático muda a realidade financeira das famílias. A dona de casa Lucimar Costa, de 55 anos, participou das aulas de economia criativa ministradas pela professora Maria do Carmo. A produção de itens natalinos gerou lucro e uma agenda cheia de encomendas para a moradora da Capital.
“O curso só me trouxe coisas boas. Empreendimento, eu tô fazendo dinheiro, eu agora tô conseguindo vender as minhas peças por um bom dinheiro, um bom valor. Eu estou vendendo as bonecas, a rena, o Papai Noel, o coelho. Na verdade, não tenho mais nenhuma peça, estou só com encomendas e estou aprendendo muito ainda”, revela Lucimar.
O cenário local acompanha estatísticas globais de ascensão. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a economia criativa possibilita uma receita de mais de 2 trilhões de dólares por ano. O segmento sustenta quase 50 milhões de empregos no mundo. As mulheres ocupam aproximadamente metade desses postos de trabalho.
Estudos mostram o Brasil entre as nações com os maiores indicadores de empreendedorismo do mundo. A Capital sul-mato-grossense fomenta esse modelo de iniciativa própria por meio do apoio aos artesãos, da expansão de feiras culturais e das capacitações públicas gratuitas.
#PraTodosVerem: A imagem mostra alunas do curso de Saltenhas do FAC

