Produções de escolas do campo da Reme são destaque na Fenagrande

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Campo Grande, 30/08/2019 às 17:20

Com o objetivo de divulgar as práticas pedagógicas e a produção das escolas do campo da Rede Municipal de Ensino (Reme), a Secretaria Municipal de Educação (Semed) está participando da Fenagrande (Feira de Negócios Agropecuários de Campo Grande), que acontece até domingo (31), na Cidade do Natal. A ideia do evento é oportunizar a realização de negócios no meio rural, além de apresentar inovações tecnológicas, demonstrações de técnicas e palestras tanto ao produtor rural quanto para os profissionais que direta e indiretamente fazem parte da cadeia produtiva do agronegócio municipal.

DSC_8889Participam do evento as escolas “Darthesy Novaes Caminha”, “Escola Agrícola Barão do Rio Branco” e a escola agrícola “Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo”, que estão divulgando ao público da feira, desde projetos premiados em feiras agropecuárias do Estado até a produção de doces e alimentação saudável por meio da introdução de PANC’s (Plantas Não Convencionais Comestíveis).

Além de mostrarem os trabalhos realizados nas unidades, os técnicos, professores e alunos das escolas estão tendo a oportunidade de participar de palestras sobre o universo do agronegócio ministradas por profissionais de diversas instituições.   “Além de se inteirarem sobre as novidades dos produtos agrícolas, os alunos podem ampliar a vivência do que aprendem nas escolas”, afirmou a chefe da Divisão de Educação Especial, da Rede Municipal de Ensino (Reme), Magali Luzio.

Produções

A escola “Barão do Rio Branco”, por exemplo, levou doces, compostas, manteiga artesanal e conservas. O destaque ficou por conta dos projetos de criação de galinhas poedeiras e de codornas.

DSC_8997Segundo a professora Rosana Aparecida Raimundo, a proposta é mostrar aos visitantes os produtos do projeto Empório Barão, que é o resultado final dos projetos desenvolvidos na área alimentícia. Também está sendo comercializado geléias, biofertilizantes e humus, produzido no minhocário da unidade. “Além de formar o aluno, queremos que ele possa sair para estudar e depois retorne a propriedade onde mora com modificações para expandir a produção local. Queremos que eles sejam empreendedores”, ressaltou.

A professora ainda explicou que todo o conteúdo é interdisciplinar e que através das receitas dos doces e demais produtos, os alunos trabalham texto e medidas.

No estande da escola agrícola, o público vai conhecer o projeto de Aquaponia, premiado na Feira de Tecnologia (Fetec), além dos doces, queijos e produção de ovos, ora-pro-nobis e cultivo de alecrim que, segundo estudos, é um poderoso anti-depresivo.

“Nós sempre participamos dessas feiras que envolvem o setor agro. A importância desse evento é que é a oportunidade dos alunos participarem de palestras e ver o que está acontecendo no campo, as novas tecnologias e troca de experiências”, destacou a diretora Maria Katia Miranda da Silva.

Para a aluna  Sara Juliana dos Santos de Souza, do 2º ano de Técnico de Agropecuária, é gratificante levar à comunidade as ações e projetos realizados nas escolas do campo.

“Nossa escola é reconhecida e pode mostrar um pouco do que somos capazes de fazer porque as pessoas nem sempre sabem como funciona uma escola da área rural”, disse. Já a escola “Darthesy Novaes Caminha” deve atrair a atenção dos visitantes com os sucos detox e os sabonetes e velas feitos de pequi, na opinião do professor Tiago Cardoso Conche.

“Queremos despertar a atenção para os frutos do cerrado que estão  entrando em extinção. Estamos com essa ideia de reflorestar, replantar e de reconstruir toda essa vegetação que um dia teve em abundância. Nosso objetivo é, além do replantio e da doação de mudas é também mudar a conscientização das pessoas quanto a vida saudável”, concluiu.

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