Prefeitura lança projeto psicopedagógico para incluir alunos com dificuldades

Campo Grande, 01/08/2018 às 11:07

Lançado nesta quarta-feira (1º), como parte dos eventos comemorativos aos 119 anos de Campo Grande, o Grupo de Atendimento Psicopedagógico (Grupo Gapsi), projeto desenvolvido pela Superintendência das Políticas Educacionais, por meio da Divisão de Educação Especial, visa aprimorar o ensino e incluir os alunos com dificuldades de aprendizagem.

O grupo vem suprir a necessidade de atender os alunos da rede que têm transtornos diversos, como déficit de atenção, dislexia (que é caracterizada pela dificuldade de leitura e afeta a pessoa em diferentes níveis) e a discalculia (distúrbio de aprendizagem caracterizado pela dificuldade em desempenhar tarefas ligadas a todo tipo de  operação matemática, incluindo a compreensão básica de conceitos numéricos).

Image00033Para a secretária municipal de Educação, Elza Fernandes Ortelhado, iniciar o semestre como o lançamento de um projeto tão importante é muito gratificante.

“ Tenho certeza que este projeto vem ao encontro da ansiedade dos técnicos, secretaria de Educação, professores, que muitas vezes, ficam angustiados por não conseguirem atingir a aprendizagem do aluno. Temos excelentes profissionais dentro da rede, os alunos são bem assistidos, e este projeto vem para preencher as lacunas daquele aluno que tem dificuldade em aprender”, diz.

Os alunos com dificuldade, conta Lizabete Coutinho, idealizadora do projeto, acabam repetindo diversas vezes a mesma série, o que o leva ao fracasso escolar e emocional.

“É muito comum eles desistirem de estudar, porque eles não passam. Além de se sentirem inferiorizados emocionalmente, intelectualmente, se sente menos que as outras crianças. Esse projeto é um suporte. Porque essas crianças não são doentes. Eles têm obstáculos”, explica Lizabete.

Image00037Para a funcionária pública Vanessa Cristina de Oliveira da Silva, que é mãe de aluno da Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad,  o projeto é muito importante para o aluno não sofrer Bullying, não ficar atrasado.

“Esses alunos vão ter um acompanhamento melhor, para não ficarem para trás. O grupo vai ajudar os professores. São muitos alunos e, às vezes, o professor não tem um tempo especifico para o aluno com dificuldade”, diz.

O projeto vai estabelecer ações integradas para diminuir a evasão escolar e contribuir por meio de uma dinâmica interativa com o desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, através de uma perspectiva acolhedora que culminará na melhoria da qualidade na educação.

Para desenvolver o projeto, foram criados polos de atendimento em sete regiões da cidade, que funcionarão nas escolas Padre Heitor Castoldi, Sulivan Silvestre, Alcídio Pimentel, Desembargador Carlos Garcia de Queiroz, Dr. Eduardo Olímpio Machado, Consulesa Macksoud Trad e Maestro João Correa Ribeiro.

Image00039Caberá aos sete psicopedagogos que participam do projeto, desenvolver estratégias de intervenção, adequando sua ação e identificando a forma como cada aluno aprende, respeitando suas necessidades individuais.

Os atendimentos acontecerão duas vezes por semana, com duração de 1h30, o que, segundo Lizabete, deve garantir uma progressão pedagógica rápida aos alunos atendidos.

Os profissionais que irão atuar no Gapsi são professores da Reme, aprovados em concurso e que também passaram por processo seletivo interno. Além disso, foi exigido especialização em curso de pós-graduação em Psicopedagogia Institucional ou clínica.

Dos 100 mil alunos da Red, dois mil já foram encaminhados para atendimento através dos profissionais que atuam nas escolas, porém, esses alunos ainda serão avaliados pelos psicopedagogos.