Prefeitura formaliza transferência e antigo Clube Surian será transformado em Emei

Foto: Denilson Secreta

Campo Grande, 17/12/2019 às 16:34

O prefeito Marquinhos Trad assinou, na tarde desta terça-feira (17), na Câmara Municipal de Campo Grande, o documento que oficializa a transferência do prédio do antigo Clube Surian para a gestão municipal. Participaram do ato, a secretária municipal de Educação, Elza Fernandes, o secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, os responsáveis pelo imóvel e vereadores.

IMG_6592 (Copy)Os proprietários do antigo clube realizaram uma dação em pagamento, acertada com a Câmara de Conciliação Fiscal do Município, para que o prédio se transforme em Escola Municipal de Educação Infantil (Emei). Para isso, eles aceitaram o acordo para extinção da dívida, sob algumas condições, como manter o nome do clube na Emei, que irá se chamar Surian.

Além disso, foi pedido à prefeitura, a preservação da fachada e arquitetura do prédio, por isso será construído um memorial  onde a comunidade escolar poderá conhecer a história do clube por meio de painéis fotográficos.

O prefeito destacou que a entrega do Surian à gestão municipal garantiu agilidade ao processo. “Foi bom para a cidade, porque esta questão poderia se desenrolar por muitos anos na Justiça e foi resolvida de forma conciliatória. Recebemos o patrimônio e ainda uma doação para que a gente possa levar um maior numero de vagas para as crianças do Ensino Fundamental”, afirmou o prefeito, que ainda garantiu a preservação arquitetônica do local como forma de preservar a história do local.

“O Surian tem um histórico. É um imóvel que foi edificado sob o suor de um grupo vindo do Oriente e eles pediram para manter ao menos a arquitetura e é o que faremos”, ressaltou.

De acordo com projeto elaborado pela Secretaria de Finanças, com a ajuda de diversos técnicos e profissionais, o prédio irá manter suas características originais, preservando a arquitetura que se destaca entre os imóveis históricos da Capital.

Estrutura

A expectativa é que a Emei atenda 400 crianças, do berçário ao grupo 5, e terá espaço para amamentação, biblioteca, sala de multimídia, espaço lúdico e brinquedoteca.

IMG_6659 (Copy)A secretária Elza Fernandes frisou que a Semed está estudando um projeto para que esta seja a primeira Emei bilíngue da Rede Municipal de Ensino, a partir do grupo 3. “Para isso, precisamos que todos os professores que trabalham com os grupos 3,4 e 5 dominem a língua inglesa. O importante é que vamos oferecer mais vagas na Educação Infantil porque a demanda é grande na Emei “Eleodes Estevan”, que fica ao lado da prefeitura e a procura de vagas ali é muito grande”, ressaltou.

A secretária também confirmou que serão mantidas as exigências dos donos do imóvel, preservando o patrimônio arquitetônico, mas que serão feitas algumas reestruturações para atender os alunos, como o fechamento das piscinas, implantação de parquinhos e uma área verde.

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Já o secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, considerou como um “gesto de grandeza”, a atitude dos proprietários do prédio. “É mais um capítulo da história de Campo Grande que a gente constrói com grandiosidade e generosidade. A história do clube pode ter uma nova vida que vai começar a partir da Educação com esta transferência da titularidade”, disse o secretário.

Ele ainda explica que, para que esta operação fosse concretizada foi necessário alterar o Código Tributário Municipal para que a doação fosse possível.

“Também a partir da transferência de titularidade, o projeto de reforma do imóvel poderá ser cadastrado no sistema de Gestão de Convênios e contratos de Repasse do Governo Federal. (Sinconv), que é uma ferramenta online que agrega e processa informações sobre as transferências de Recursos Federais para órgãos públicos e privados sem fins lucrativos. Com isso, será possível receber emendas federais garantindo os recursos necessários para a reforma”, Explica Pedrossian Neto.

O presidente do antigo clube, Luiz João Chacha, disse que está satisfeito com o acordo porque uma reforma seria inviável aos sócios devido a deterioração do prédio. Ele calcula que a obra custaria, em média, R$ 3 milhões.

“A gente sabe que o patrimônio é maior, mas a reforma seria muito custosa. A venda também seria difícil já que são muitos associados. Vai ser bom para a comunidade, porque as mães terão mais uma escola no Centro para deixar os filhos”, pontuou.