Papéis descartados em escolas e Emeis podem virar arte com técnica japonesa

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Campo Grande, 25/10/2019 às 15:27

As escolas municipais descartam diariamente centenas de quilos de papel. Para ajudar a reduzir, transformando esse papel que iria para o lixo em um novo produto, professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) participaram nesta sexta-feira (25) da Oficina de Papel Artesanal, que foi realizada no CEA Polonês, dentro das atividades da Semana do Lixo Zero de Campo Grande.

WhatsApp Image 2019-10-25 at 13.46.35 (2)A ação vai ao encontro do compromisso que a Prefeitura de Campo Grande assumiu com a Organização das Nações Unidas (ONU), de adesão aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que tem como um dos princípios: assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos; tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis; e assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

Professora da Emei Conjunto União, no Grupo III, Daniele Rodrigues Araújo, disse que a oficina ensinou a reciclar o papel com uma técnica milenar japonesa, chama Oshi, vai ajudar aos alunos e o meio ambiente.

WhatsApp Image 2019-10-25 at 13.46.36 (9)“Foi de fundamental importância: primeiro, porque a sustentabilidade é algo que está em alta; segundo, a gente começa a trabalhar com os recursos que nós já temos, que são os papéis”, disse.

Segundo ela o papel sulfite, e outros recursos que aprendeu na oficina, que iriam para o lixo, agora terão nova função.

WhatsApp Image 2019-10-25 at 13.46.36 (1)“Quase nada na verdade precisa ir para o lixo, tudo pode ser aproveitado. E isso a gente tem que passar para nossas crianças”, frisou.

Já a professora Teresa Ribeiro, da Emei Georgina Ramires, que foi fazer o curso após divulgação da diretora, Disse que no curso elas aprenderam uma nova saída.

“Vimos outra formas de usar diversos materiais, que além de ser uma forma muito agradável de trabalhar com as crianças, é um novo conhecimento que gera para eles também”, pontuou.

Presidente do Conselho Gestor do Fundo de Apoio à Comunidade – FAC e primeira-dama, Tatiana Trad, explica que a oficina é muito importante por ensinar as crianças, que são as verdadeiras guardiãs do meio ambiente.

“Tudo aquilo que ensinamos, elas passam a praticar e a cobrar na família e na escola. A consciência sobre a preservação do meio ambiente deve começar o mais cedo possível, pois é uma semente que demora a dar frutos, mas eles são permanentes e impactam todo o planeta”, disse.

WhatsApp Image 2019-10-25 at 13.46.36Da Associação Pestalozzi de Campo Grande, a professora Osenilda Alves de Sousa, contou que no Moinho de Papel eles fazem cursos de extração de fibra, fabricação de papel artesanal e aplicativo.

“Essa forma de fazer papel é muito importante para trabalhar com as crianças, com os jovens com deficiência intelectual e transtorno neuromotor. A importância que eu vejo para os professores trabalhar levando isso para a sala de aula, é em rellação a parte de concentração, coordenação, usando o papel como instrumento”, disse.

As oficinas podem ser usadas para trabalhar todas as matérias, como: a matemática, a língua portuguesa, a biologia, a ciência, incluindo dentro da ecologia global, que trabalha o pessoal, o social e o ambiental.

“Com o papel pode trabalhar todas as diferenças sociais e culturais. É muito importante, inclusive, para a concentração”, disse.

A técnica de papel japonês feito na água usa as aparas de sulfite, linter de algodão, embalagens de cimento e os pigmentos naturais como sisal, erva de tereré, casca de cebola para fazer o reaproveitamento do lixo.

Rede Municipal de Sites e Serviços On-line de Campo Grande MS

http://www.campogrande.ms.gov.br/