Para levantar os pontos que necessitam de melhoria e criar um cenário para discussões e surgimento de ideias na agricultura familiar, e ao mesmo tempo encaminhar para soluções, a Ouvidoria Geral do Município e o Sindicato Rural se reuniram na última semana.

No encontro, o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande Ruy Fachini Filho, o tesoureiro da instituição Alessandro Oliva Coelho e o ouvidor-geral do município Antônio Ueno discutiram os desafios do setor, com destaque para a produção familiar, que serve de base para esse desenvolvimento.

Além de fomentar o desenvolvimento e consequentemente a geração de emprego no comércio e polos industriais, a Prefeitura de Campo Grande também faz planos para alavancar o crescimento do agronegócio.

“O Município possui um mercado consumidor muito significativo. Além do pequeno, o médio e grande produtor precisa entender quais são as necessidades de seu cliente, investir na qualidade e apresentação de seus produtos”, ressaltou o ouvidor-geral Antonio Ueno.

Segundo o presidente Ruy Fachini Filho, atualmente, o município possui uma agricultura familiar muito forte e presente na economia do nosso estado. Além de trabalhar em família, o pequeno produtor rural também emprega terceiros.

Fachini destacou que antes de investir é necessário realizar um levantamento detalhado de demanda e produção. “Precisamos entender quais são os pontos positivos e negativos de cada região, um estudo completo para que não haja perdas com uma superprodução sem mercado”.

Para o tesoureiro do Sindicato Rural de Campo Grande, faltou mais incentivo ao pequeno produtor. “Já conheci centros produtores de hortaliças na Capital, que tinham uma boa demanda e atendiam grande parte da população, mas por falta de conhecimento técnico e planejamento, como por exemplo, montar uma escala de produção, acabaram desaparecendo do mercado”, afirmou Alessandro Oliva Coelho.

Potencial para ampliar exportações

O agronegócio sempre foi um dos setores responsáveis pela geração de empregos e renda não só para o Estado como também para o país. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), divulgada no início deste ano, 2015 apresentou números positivos para as exportações agrícolas brasileiras.

Considerando apenas a exportação do agronegócio percebe-se que o saldo brasileiro é positivo e teve crescimento expressivo a partir de 2002, resultando em US$ 75,1 bilhões em 2015. Já os demais setores da economia – de 1994 a 2003 e de 2007 a 2015 –, apresentaram resultado negativo (-US$ 53,4 bilhões).

(Matéria editada às 14 horas para correção)