Força-tarefa inspecionou 4,1 mil imóveis e eliminou mais de 300 focos do Aedes aegypti na região Segredo

Campo Grande, 29/11/2021 às 14:35

Força-tarefa realizada de 16 a 26 de novembro por agentes da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), na região urbana do Segredo, inspecionou aproximadamente 4,1 mil imóveis e e eliminou mais de 300 focos do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikugunya.

Conforme o balanço da coordenadoria, a todo, foram 4.170 imóveis inspecionados, 3.379 depositos removidos, potenciais criadouros do mosquito, como latas, garrafas, recipientes plásticos, sacolas, entre outros, e 313 focos do mosquito eliminados.

Além do chamado trabalho de manejo, os agentes atuam na orientação dos moradores, reforçando a necessidade da prevenção, considerando que 80% dos focos ainda estão localizados dentro das residências.

“As pessoas têm a falsa impressão de que o problema é o terreno báldio perto da casa dela, mas não é. O risco mesmo está dentro de casa. Portanto, o cuidado nunca é demais. Se cada pessoa reservar cinco minutos do seu fim de semana para dar uma olhadinha no quintal, certamente estará contribuindo e muito para a sua própria segurança”, lembra a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo.

O secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, explica que o trabalho é feito de maneira preventiva, com objetivo de evitar que haja aumento na proliferação e, consequentemente, nas doenças transmitidas pelo mosquito, com a aproximação do período chuvoso.

“É muito importante agir neste momento para que a gente não sofra com um surto ou até mesmo uma nova epidemia no próximo ano. Apesar de hoje o cenário ser confortável, não podemos baixar a guarda. Estamos fazendo a nossa parte e contamos também com a colaboração da população”, destaca.

Nos últimos 11 meses, Campo Grande teve 386 casos confirmados de dengue e três óbitos provocados pela doença. É o menor número registrado no período dos últimos cinco anos.  No mesmo período do ano passado, foram mais de 13 mil casos confirmados e sete óbitos, o que representa uma redução de mais de 95%.

Mesmo durante a pandemia, as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti não foram paralisadas no município de Campo Grande. Além do trabalho de rotina, onde há a visitação domiciliar dos agentes de endemias, diariamente os bairros com maior incidência de notificações recebem a borrifação de inseticida, a Ultra Baixo Volume (UBV), conhecido popularmente como “Fumacê”. 

Dentre as ações de combate à dengue, também está a implantação do projeto Wolbachia, que iniciou no mês passado a terceira fase de soltura dos mosquitos com a bactéria, que está presente em diversos insetos no meio ambiente, com objetivo de fazer o controle da dengue, Zika e chikungunya. 

Infestação pelo Aedes

Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) realizado neste mês de novembro detectou quatro bairros com risco de infestação do mosquito e outros 31 em situação de alerta. As informações foram obtidas entre 01 e 12 de novembro.

Conforme o levantamento, as áreas mais críticas são as da USF Iracy Coelho  e da UBS Pioniera, ambas com Índice de Infestação Predial (IPP) de 5,7%, seguidas da USF Silvia Regina, 5,4% e da USF Vila Corumbá, 4,8%. O índice é considerado crítico quando ultrapassa 3,9%. Outros 31 bairros estão em situação de alerta, com índice de 1 a 3,9%, e 36 apresentam índices satisfatórios, abaixo de 1%.

O levantamento apontou ainda que o maior número de focos são encontrados em pequenos depositos de água, como garrafas, vasos de plantas, embalagens plásticas, entre outros.