Expocampo reúne alunos e professores das Escolas do Campo da Reme

Campo Grande, 03/12/2021 às 16:09

Alunos, professores, equipes pedagógicas e administrativas das escolas do campo da Rede Municipal de Ensino (REME) e técnicos da Secretaria Municipal de Educação (Semed) participam nesta sexta-feira (3) da V Expocampo com o tema “Coletivo que Aprende e Ensina”. Atualmente a Reme tem oito escolas do campo e quatro extensões, com mais de 2,1 mil alunos que moram na zona rural.

As escolas municipais agrícolas Barão do Rio Branco, no distrito de Rochedinho, e Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo, que fica na região das Três Barras, estão com exposição de frutas, verduras, legumes, ovos, leite e até animais durante o evento que é realizado no Centro de Formação para Educação (Cefor).

Para os alunos, a realidade aprendida na escola é passada com total segurança para quem tem dúvidas durante a Feira. “Eu gostei muito de aprender sobre as abelhas. O mel, não é vômito e nem saliva, é o néctar que passa por processos químicos e físicos”, explica a aluna Marcela Ortega, 8 anos, que cursa o 3° ano na escola Barão do Rio Branco.

A facilidade com que as crianças falam sobre os conteúdos estudados tem ligação direta com as aulas práticas e a importância do conhecimento adquirido por eles no dia a dia do campo. “É importante o conhecimento teórico e prático, juntos. Eles sabem, por exemplo, que os pintinhos comem 80 gramas de ração, então não vão desperdiçar o alimento do animal, vão colocar a quantidade certa. Outra coisa útil, que muitos ensinam os pais nas chácaras e fazendas onde mora, é a necessidade de fazer o consórcio nas hortas, colando folhagens como couve e outras repelentes naturais de insetos como a salsinha e a cebolinha”, explicou o professor de práticas agrícolas, Regivaldo Ortega.

Na Escola Agrícola Arnaldo Estevão de Figueiredo, que oferece ensino médio técnico integrado – com formação do aluno em técnico agropecuário -, além da prática comum ao campo, os alunos também são direcionados para aprendizados nas áreas de artes e culinária. “Todo conhecimento é importante, e qualquer ambiente é propício. Nós incentivamos nossos alunos em todas as áreas. Eles participam de concursos de escrita, literatura e pintura, fazemos exposições. Nas aulas de culinária, envolvemos outras disciplinas, e saiu até um livro de receitas”, explica a diretora da unidade, Maria Kátia da Silva.

“Temos duas escolas agrícolas e uma delas tem o curso técnico em agropecuária integrado. A Educação do Campo é uma modalidade de ensino que perpassa a história, valores, símbolos e costumes. Os processos da educação do campo despertam o coletivo humano para os saberes, tanto no ensino, quanto na aprendizagem.”, explicou o professor e técnico da Divisão de Educação e Diversidade (DED), Carlos Porto.

Como parte do evento, além da exposição de produtos, os professores e equipes das unidades escolares participam de palestras e troca de experiências. Também estão presentes os servidores das escolas municipais Oito de Dezembro e extensões – localizadas nas fazendas Girassol, São José II e Cambaúva, na região de Anhanduí -, Darthesy Novaes Caminha – na Chácara das Mansões -, Leovegildo de Melo e extensão – na saída para Três Lagoas -, José do Patrocínio e extensão – na Cachoeirinha e na MS-455 -, Isauro Bento Nogueira – no distrito de Anhanduí -, e Orlandina Oliveira Lima – na Colônia Aguão.

“É de extrema importância essa interação entre as escolas do campo. É uma troca de experiências, de relatos, um momento de encontro para que possamos conhecer um pouco do que está sendo produzido nestas unidades. A cada ano notamos o avanço dessas escolas, o apoio das parcerias que são firmadas e ajudam a enriquecer os conteúdos trabalhados e o empenho de direção, funcionários e alunos”, afirmou a chefe da DED, Magali Luzio.