Você sabia que pode conhecer boa parte da história da cidade em um dia?

Campo Grande, 22/01/2020 às 10:41

Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul, carrega 120 anos de história. A população tem na pluralidade sua melhor definição, pois apresenta elementos de povos migratórios que escolheram o centro-oeste brasileiro como lar.

Japoneses, libaneses, italianos, gaúchos, paulistas e mineiros deram origem à grande mistura de culturas que hoje formam os campo-grandenses.

Para conhecer as trajetórias daqueles que construíram Campo Grande, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) indica um roteiro simples na região central da cidade para você desbravar a história da Capital sul-mato-grossense, passeando por 11 pontos turísticos. Confira!

 1) Casa do Artesão casadoartesao

Situada em um prédio histórico e centenário que marca o crescimento da Capital, a Casa do Artesão de Campo Grande é um espaço singular de comercialização do artesanato de Mato Grosso do Sul.

Sua sede foi construída entre 1918 e 1923 sob as ordens de Francisco Cetraro e Pasquele Cândida, com projeto do engenheiro Camilo Boni. Foi a primeira sede do Banco do Brasil (cujo cofre é uma das atrações do local), comércio e autarquia pública. A inauguração do espaço como Casa do Artesão ocorreu em 1º de setembro de 1975. Após restauração e revitalização, o local foi reinaugurado em 1990.

Visitar a Casa do Artesão é uma oportunidade e tanto para quem gosta de levar para casa souvenirs, além de ajudar a fortalecer o artesanato local.

2) Morada dos Baís moradadosbais

A Morada dos Baís, hoje sob responsabilidade do Sesc, carrega história desde o ano de 1913, quando Bernardo Franco Baís começa a construção do segundo sobrado do contexto urbano de Campo Grande, o primeiro edificado em alvenaria, com argamassa de saibro, cal e areia, coberto originalmente com telhas de ardósia vindas da Itália.

A obra, concluída em 1918, tornou-se residência da família Baís até 1938. Lá, Lídia Baís, referência artística local, pintou painéis nas paredes do sobrado em 1937. Hoje é possível conferir suas obras no Museu fixo da artista.

Anos depois, o prédio foi alugado a Nominando Pimentel, que instalou no local a Pensão Pimentel, até 1979. Neste período um grande incêndio destrói todo o madeiramento da cobertura, telhas de ardósia e pisos de madeira.

Hoje o local, tombado como Patrimônio Histórico Municipal desde 1986, funciona como museu, espaço para shows musicais, restaurante e muito mais.

3) Obelisco obelisco

O monumento do Obelisco foi erguido em homenagem aos fundadores da cidade, sendo inaugurado em 1933 na gestão do Prefeito Ytrio Corrêa da Costa, com projeto do Engenheiro Newton Cavalcante, então comandante da Circunscrição Militar.

Possui um medalhão com a efígie do fundador da cidade e fica em uma das ruas mais importantes da cidade, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a José Antônio Pereira.

É tombado como patrimônio histórico do Município de Campo Grande, pela Lei Legislativa n.100, de 9 de setembro de 1975.

4) Estátua Manoel de Barros manoeldebarros

Ainda na Avenida Afonso Pena é possível sentar-se ao lado do maior poeta do Estado, Manoel de Barros, e com ele trocar uns minutinhos de “prosa”.

Entre as ruas Rui Barbosa e Pedro Celestino, Manoel descansa com um lindo sorriso em um jardim a céu aberto.

A obra de arte foi disponibilizada pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Secretaria de Estado de Cultura e Cidadania, em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc), e é assinada pelo artista plástico Ique Woitschach.

5 – 6) Relógio Público Municipal e Monumento ao Relógio Central Renato Barbosa Rezende

Na Avenida Calógeras e na Rua 14 de Julho, Campo Grande apresenta homenagens ao Relógio Central Renato Barbosa Rezende. WhatsApp Image 2020-01-22 at 10.34.07

O monumento “Relógio Público Municipal” foi construído no canteiro central na esquina das Avenidas Afonso Pena e Calógeras na tentativa de ser uma réplica do antigo relógio da Rua 14 de Julho, que foi inaugurado em seu local de origem – esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, em 2019.

O antigo relógio foi inaugurado em 1933, sendo considerado um monumento símbolo de progresso, ponto de referência de encontros políticos, desfiles cívicos, passeatas, manifestações culturais e de outros gêneros e “footing”.

 7) Praça Ary Coelho

A Praça ocupa o local do primeiro cemitério do Arraial de Santo Antônio do Campo Grande que, como era costume na época, ficava nas imediações da Igreja.

praçaarycoelhoEm 1909, com o novo traçado urbano do engenheiro Nilo Javari Barém, a praça foi ali instalada com o nome de 2 de novembro, passando em 1915, a ser reconhecida como Jardim ou Praça Municipal. Na década de 20, foi Praça da Independência e no início dos anos 30, Praça da Liberdade.

Em 1922 ocorre uma remodelação construindo um coreto e uma pérgula implantando-se em 1925, o Pavilhão do Chá com a finalidade de diversificar o lazer na cidade.

Em 1957 passa a funcionar ali a Biblioteca Municipal. O logradouro recebeu a denominação de Praça Ary Coelho em 1954, em homenagem ao Prefeito de Campo Grande, assassinado em 1952, em Cuiabá.
Na Praça que leva seu nome está instalada sua estátua em bronze, de corpo inteiro, inaugurada em fevereiro de 1954.

8) Santuário Perpétuo Socorro perpetuosocorro

Tombado como Patrimônio Histórico de Campo Grande em 2019, o Santuário Perpétuo Socorro, carrega história desde o ano de 1939!

O responsável técnico pelo projeto foi, na época, o prefeito Joaquim Teodoro de Faria, se inspirou na arte bizantina da Basílica de Santo Apolinário em Classe, localizada em Ravena, cidade italiana.

O que antes era apenas uma Igreja elevou-se para o patamar de Santuário em 1999. Em 2017, projeto de lei aprovado determinou Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como “Padroeira” de Mato Grosso do Sul. Com isso, a igreja foi considerada Santuário Estadual!

É possível, para além de admirar as características arquitetônicas do espaço, participar das missas e novenas, que acontecem todos os dias da semana.

9) Feira Central feiracentral

Gastronomia, artesanato e feira de produtos hortifrutigranjeiro, a Feira Central começou sua história como uma feira de rua tradicional nos arredores da Avenida Mato Grosso, sendo a maior Feira do estilo em Campo Grande.

A Feirona foi fundada por meio decreto, em 4 de maio de 1925, pelo então intendente municipal Arnaldo Estevão de Figueiredo.

No ano de 2006 a feira foi totalmente reformada mudando-se para a antiga Estação Ferroviária de Campo Grande. Foi com a Feira que o sobá, considerado patrimônio imaterial de Campo Grande, ganhou cada vez mais importância.

Para visitar, o horário de funcionamento é às quartas, quintas e sextas-feiras, a partir das 16h, e aos sábados e domingos a partir das 12h.

 10) Mercadão Municipal 

mercadaomunicipalConhecido popularmente como Mercadão Municipal, o Mercado Municipal Antonio Valente é ponto turístico obrigatório para quem gosta de desbravar sabores e aromas locais. De pastel de jacaré até erva de tereré, o turista pode conhecer um pouco do que é produzido e consumido pelos campo-grandenses.

Inaugurado em agosto de 1958, o Mercadão tem sua origem numa feira livre, um ponto de vendas de carnes e verduras que ocupava uma grande área margeando os trilhos da Noroeste, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua 7 de setembro. A feira funcionou até o final dos anos 50 quando o terreno foi doado à Municipalidade.
O Mercadão passou a ser referência na comercialização de produtos hortifrutigranjeiros, peixes e especiarias tendo sido por longo tempo um pouco locais de comércio abertos ao público.
Na década de 20 havia no vilarejo muitas décadas ocupadas por japoneses, principalmente onde atualmente é o Bairro Amambaí.

A dificuldade que os produtos enfrentavam para transportar e vender sua produção motivou o imigrante português Antonio Valente a doar uma área de sua propriedade para fixação de uma feira. Essa feirinha deu origem ao atual Mercadão.

11) Praça dos Imigrantes Flávio André de Souza

O espaço que constitui a Praça dos Imigrantes é palco da história de Campo Grande desde 1888, quando sediava casamentos, desfiles, e servia de estacionamento para carros de boi.

Em 1912, a Praça recebeu a denominação de Costa Marques, em homenagem ao Governador do Estado que, pela primeira vez visitava o povoado. Com o passar dos anos, ficou conhecida como Praça dos Imigrantes, enaltecendo a dedicação e a obra de pessoas de todas as partes do mundo que escolheram Campo Grande para viver.

Em 2000 a Praça foi totalmente revitalizada e adaptada para funcionar também como Feira dos Artesãos. Hoje reúne 30 lojas com artesanato de todos os estilos, lanchonete, além de abrigar eventos culturais.
As lojas permanecem abertas de terça a sexta-feira das 9h às 18h e sábado das 8h às 12h.