Cerca de 600 testes são aplicados para detectar ISTs em ação extramuro neste fim de semana

Campo Grande, 02/12/2019 às 07:37

Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Aids, cerca de 600 testes foram aplicados para detectar ISTs durante a ação extramuro realizada, nesse sábado (30), no shopping Pátio Central. Cada pessoa que se propunha a realizar o exame de HIV, também eram testados para sífilis e hepatites B e C.

No total foram 149 pessoas atendidas durante a ação. A funcionária pública Mariane Nascimento, de 30 anos, e o advogado Carlos Nascimento, de 32, foram uns dos primeiros a realizar os testes. “Está a nossa disposição, e a gente nunca tinha feiro, então resolvemos aproveitar a oportunidade, porque cuidado nunca é demais”, comentou.

Sobre o medo de um resultado inesperado, Carlos foi enfático. “O medo só existe dependendo da vida que a pessoa leva, se ela tem muitos parceiros ou se tem alguma dúvida é que terá medo, mas tem que fazer o teste mesmo assim, para poder começar o tratamento e não correr riscos”, conclui.

Em Campo Grande, somente em 2019, foram diagnosticados 213 novos casos de HIV, sendo que a maior parte deles, aproximadamente 78%, em pacientes com idades entre 20 e 49 anos. No ano passado, foram 196 casos novos, sendo 73% deles nessa faixa etária.

 

Durante a ação, nenhum teste deu positivo para HIV, mas onze pacientes receberam a confirmação de sífilis, que tem cura se tratada corretamente, e um teve diagnóstico de Hepatite B, que também pode ser controlada.

Dezembro vermelho

Durante o mês de dezembro é feita a campanha Dezembro Vermelho, em alusão à prevenção e tratamento de pacientes com HIV. A campanha de conscientização acontece no Brasil desde 1988.

Segundo a coordenadora técnica do programa de HIV, Sheila Zaleski, os homens são os mais afetados pelo vírus. A Secretaria Municipal de Saúde, em 2019, recebeu 287 nova notificações de HIV entre homens em 2019, sendo que no mesmo período foram 79 notificações entre as mulheres.

“A necessidade da descoberta precoce da presença do vírus no corpo é para que se possa começar o tratamento o mais rapidamente possível, para que esse paciente tenha qualidade de vida. Então, se qualquer uma das ISTs que estamos testando aqui der positivo, orientamos o paciente a buscar o CTA [Centro de Tratamento e Aconselhamento]”, explicou a coordenadora.