Campo Grande sedia 2º Fórum de Cidades Digitais e apresenta Rua 14 de Julho como modelo do conceito

Campo Grande, 21/02/2020 às 08:18

No início do próximo mês, dia 5 de março, prefeitos, vereadores, assessores e interessados no tema vão discutir um conceito que está sendo trabalhado no mundo inteiro, o das Cidades Inteligentes.

O 2º Fórum de Cidades Digitais – Inovando os serviços públicos através da Tecnologia da Informação, está sendo organizado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, através da Agetec e em parceria com a Assomasul e Rede Cidade Digital. Será uma oportunidade dos municípios trocarem experiências, conhecimento, além de apresentar ferramentas digitais voltadas para o poder público com o reflexo na população.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pelo endereço forum.redecidadedigital.com.br/campogrande No ano passado, o primeiro Fórum reuniu mais de 120 pessoas, dentre elas, 30 prefeitos.

14 de Julho

A requalificação da Rua 14 de Julho embarca várias premissas para uma Cidade Inteligente. O embutimento das redes elétrica e telefônica é um deles. Nos 1.400 metros da via, foram retirados 96 postes e mais de 11 quilômetros de cabos aéreos de média e baixa tensão. As redes subterrâneas de distribuição são uma tendência, fazendo parte de grandes projetos de revitalização nos centros urbanos e históricos de várias cidades do país. Além disso, outros pontos foram trabalhados, como a mobilidade, conquistada com o novo layout de calçadas rebaixadas; pintura indicativa e sinalização moderna; e do videomonitoramento.

“Toda a rua pode ser monitorada e, com isso, o Município consegue agir rapidamente, pois tem a visão de todos os cruzamentos, todos os pontos da 14 através das câmeras”, afirma Paulo Fernando Garcia Cardoso, diretor-presidente da Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação. A nova rua recebeu 22 equipamentos de videomonitoramento, com possibilidade de reconhecimento facial.

Paulo explica que a questão da conectividade também é um ponto importante no caminho para a Cidade Inteligente. “Toda a rua tem internet, wi-fi pública, segura, com hotspot de acesso, com segurança para quem acessa já de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados”.

Cidades Inteligentes são aquelas que colocam o ser humano no centro do planejamento e desenvolvimento, estabelecendo assim uma visão de longo prazo. As pessoas têm um papel muito importante enquanto beneficiários e participantes das transformações a partir do uso ativo de dispositivos e aplicativos móveis que facilitam cada vez mais o monitoramento e a colaboração com as políticas de seus governantes. Favorecendo o desenvolvimento integrado e sustentável, elas se tornam mais inovadoras, competitivas, atrativas e resilientes, cuidam de seus desafios sob um enfoque multissetorial, analisando variáveis distintas para um mesmo problema, e recorrendo às novas tecnologias para implantar e dar escala às ideias.

Com esse perfil, a 14 de Julho se torna um modelo para outras vias. “Esses conceitos de Cidade Inteligente que são embarcados, fora outros que envolvem participação popular, de pesquisa, transformam a 14 em um modelo do que a gente imagina para uma Campo Grande Inteligente: mobilidade, segurança, acessibilidade, conectividade e participação popular’, finaliza Paulo.

O que é uma Cidade Inteligente?

Uma Cidade Inteligente e sustentável é uma cidade inovadora que utiliza as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e outros meios para melhorar a qualidade de vida, a eficiência das operações e serviços urbanos e sua competitividade, enquanto garante o atendimento das necessidades das gerações atuais e futuras com relação aos aspectos econômicos, sociais e ambientais. Além disso, ela é atrativa para os cidadãos, empreendedores e trabalhadores, e cria um espaço mais seguro, com melhores serviços e com um ambiente de inovação que estimula soluções criativas, gerando empregos e reduzindo as desigualdades. Com isso, ela promove um ciclo virtuoso que produz não apenas bem-estar econômico e social, mas garante um uso sustentável de seus recursos. Em síntese, uma Cidade Inteligente:

  • Gera integração que abastece a administração pública com as informações necessárias e transparentes para uma melhor tomada de decisão e gerenciamento orçamentário;
  • Permite melhor atendimento de usuários de serviços e melhora a imagem dos órgãos públicos, elevando, assim, o grau de satisfação dos habitantes;
  • Otimiza a alocação de recursos e ajuda a reduzir gastos desnecessários;
  • Gera procedimentos comuns que aumentam a eficiência do governo;
  • Produz indicadores de desempenho que auxiliam na medição, comparação e melhoria das políticas públicas;
  • Permite maior envolvimento da sociedade civil organizada e dos cidadãos na administração por meio do uso de ferramentas tecnológicas que ajudam a monitorar os serviços públicos, apontando problemas, informando e interagindo com a administração municipal para resolvê-los .