Após visita à Santa Casa e HU, prefeito recebe ministro da Saúde

Campo Grande, 18/01/2017 às 12:06

 

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, receberá o ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (19). O ministro vem a Campo Grande após visita surpresa do prefeito no fim de semana, quando não encontrou médicos no Hospital Universitário. Barros chega a Campo Grande por volta das 14 horas e visita a Santa Casa e o Hospital Universitário com o prefeito.

Marquinhos visitou a Santa Casa no domingo e encontrou o hospital lotado. Ele foi informado que o HU não estava recebendo pacientes e foi conferir pessoalmente, encontrando o hospital cheio, mas com cinco salas do centro cirúrgico vazias e sem médico para atender.

Após o episódio o prefeito reuniu diretores da Santa Casa e do HU e conseguiu firmar um acordo. O HU vai receber, por dia, ao menos cinco pacientes que aguardam no setor de ortopedia da Santa Casa. Os procedimentos envolveram casos de baixa e média complexidade.

Visitas noturnas

Durante agenda  na manhã desta quarta-feira o prefeito contou que continua fazendo visitas surpresas a unidades de saúde. Na noite passada, por volta das 23 horas, ele esteve na Unidade de Pronto Atendimento do Universitário, onde fiscalizou o atendimento prestado.

“Pedi a ficha para saber quantos médicos estavam, quantas enfermeiras, técnicos de enfermagem. Para minha surpresa, todos estavam lá. Eu fui perguntando, paciente a paciente, se eles estavam sendo bem atendidos e todos afirmaram que estavam sendo bem atendidos e rapidamente. Eu acho que assim a gente começa a melhorar as coisas”, contou.

O prefeito explicou que as visitas não ocorrem apenas para vigiar, fiscalizar ou cobrar, mas para garantir o mínimo de respeito e dignidade para quem não pode pagar um plano de saúde e contribui com impostos caros.

“As pessoas pagam impostos caríssimos e não veem o retorno destes impostos dentro da nossa cidade. A gente tem que ter uma resposta.  Algumas pessoas têm condições, em uma crise de enxaqueca, de serem atendidos em 20, 30 minutos. Outros têm que esperar cinco, seis, sete horas com a mesma dor. Não é justo e eu estou fazendo a minha parte”, concluiu.