Córrego Limpo, Cidade Viva – Bacias Hidrográficas

O rio Anhanduí é o principal curso d’água de Campo Grande, sendo tributário do rio Pardo, que por sua vez, é afluente do rio Paraná. Os principais contribuintes da microbacia, na área urbana de Campo Grande são os córregos Segredo, Prosa, Bandeira e Lageado. O rio nasce na Região Urbana do Centro de Campo Grande, na confluência dos córregos Segredo e Prosa, percorrendo em direção à região sul do município.

A microbacia hidrográfica do rio Anhanduí abrange os seguintes bairros: Bandeirantes, Guanandi, Jacy e parte dos bairros Planalto, Amambaí, Vila Carvalho, Glória, Monte Líbano, São Bento, Vilasboas, Jardim Paulista, Piratininga, Taveirópolis, Taquarussú, Jockey Club, Caiçara, Leblom, Tijuca, Aero Rancho, Parati, Pioneiros, Centenário, Batistão, Coophavilla II, Tarumã, Lageado, Los Angeles, TV Morena e América.

Por localizar-se em regiões densamente povoadas, o rio recebe esgotos domésticos clandestinos, os quais são lançados nas galerias de águas pluviais, como também oriundos dos Córregos Segredo e Prosa. Vale destacar o lançamento do esgoto sanitário tratado do Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian. Nessa microbacia, na av. Ernesto Geisel, funciona duas atividades potencialmente geradora de efluentes sendo um laticínio e uma industria de processamento de alimentos (carne).

As estações de tratamento de esgoto (ETEs): Salgado Filho, localizada no bairro Marcos Roberto; e a Aero Rancho, localizada no bairro Centenário, que lançavam os esgotos tratados no rio Anhandui foram desativadas em dezembro de 2008 e julho de 2009 respectivamente. Em março de 2010 a ETE Cabreuva, localizada no bairro Cabreuva foi desativada.

Nessa microbacia encontra-se instalada a Estação de Tratamento de Esgoto – ETE Los Angeles, localizada no bairro Lageado. A ETE Los Angeles, inaugurada em julho de 2008, tem capacidade para tratar 720 litros por segundo. A ETE faz parte do Programa Sanear Morena, que em três anos duplicou a rede de esgoto de Campo Grande, onde foram implantados 707 km de rede coletora de esgoto, disponibilizando o serviço para mais de 61% da população.

PARQUE ECOLÓGICO ANHANDUÍ

Para informações sobre o Parque Ecológico Anhanduí, acesse: capital.ms.gov.br/meioambiente/canaisTexto

A microbacia do córrego Balsamo está localizada na região centro-sul da zona urbana de Campo Grande, abrangendo parte dos bairros: Centenário, Alves Pereira, Pioneiros, Universitário, Rita Vieira e Tiradentes.

Parte dessa microbacia está totalmente desprovida de rede coletora de esgoto e a disposição final dos esgotos sanitários é realizada predominantemente em fossas sépticas e sumidouros. No trecho onde havia ocupação irregular, entre as ruas Pontalina e Professor Hilário da Rocha o Córrego (Vila Santo Eugenio) o Córrego está canalizado, onde é observado o lançamento de esgoto sanitário in natura, bem como a deposição no seu leito de resíduos sólidos – lixo.

O córrego sofre pela poluição do lançamento clandestino de esgoto nas galerias de águas pluviais e deposição de resíduos sólidos – lixo. A microbacia abrange parte dos bairros: Centenário, Alves Pereira, Pioneiros, Universitário, Rita Vieira e Tiradentes. No trecho entre as ruas   Pontalina e Professor Hilário da Rocha o Córrego (Vila Santo Eugênio) está canalizado. Nesse trecho é observado o lançamento de esgoto sanitário in natura, bem como a deposição no seu leito de resíduos sólidos – lixo.

Apesar do índice de pavimentação asfáltica baixo e pouca rede de drenagem de águas pluviais, existem lançamentos clandestinos de esgotos. Nessa microbacia está implantado o Terminal Rodoviário de Passageiros de Campo Grande.

A microbacia do Bandeira está localizada à sudeste da zona urbana. É formada pelos córregos Bandeira, Portinho Pache e Cabaça, possui média densidade demográfica, por estar constituída ainda de vazios urbanos. É abrangida pelos bairros: Carlota, Dr. Albuquerque e parte dos bairros Tiradentes, Aero Rancho, Piratininga, Parati, Jockey Club, América, Jardim Paulista, TV Morena, Vilas Boas, Rita Vieira, São Lourenço, Pioneiros e Universitário.

Nessa microbacia o córrego Bandeira foi barrado em dois locais, onde houve a formação de dois lagos: do Amor, localizado no Campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS e do Rádio Clube Campo. Além deles, existe a lagoa Itatiaia, no bairro Tiradentes.

Entre a Rua Dr. Werneck e a Rotatória da Av. Costa e Silva, com aproximadamente 650 metros de extensão, o córrego Bandeira foi canalizado.

O Córrego Cabaça apresenta-se degradado pelo lançamento de esgotos sanitários, efluentes industriais e comerciais, com elevadas concentrações de matéria orgânica. Na proximidade da Av. Costa e Silva, o córrego Cabaça recebe contribuições de esgoto sanitário e efluentes lançados na galeria de águas pluviais originados de estabelecimentos como postos de combustíveis, garagens de ônibus, oficinas mecânicas e funilarias, razão pela qual verifica-se a presença de matéria orgânica , óleos e graxas, elevador valores de coliformes termotolerantes.

O lago do Radio Clube, formado pelo barramento do córrego Bandeira apresenta-se com problemas de assoreamento, e o lago do Amor, formado pelo barramento dos córregos Cabaça e Bandeira, apresenta-se com problemas de eutrofização.

Está sendo implantado o projeto de recuperação do fundo de vale do córrego Cabaça o qual prevê a criação de um Parque Linear ao longo das margens. Foram retiradas das áreas de risco (margens do Córrego), 50 (cinquenta) moradias, que lançavam diretamente no córrego, esgoto sanitários e resíduo sólidos (lixo).

Localizada nas regiões nordeste e leste da zona urbana, esta microbacia é composta pelos córregos Botas, São Julião, Coqueiro e Pedregulho, abrangendo parte dos bairros: Nova Lima, Estrela Dalva, Novos Estados, Veraneio, Chácara dos Poderes, Noroeste e Maria Aparecida Pedrossian. Essa microbacia é totalmente desprovida de rede coletora de esgotos, os moradores utilizam-se de fossas e sumidouros para disposição de seus esgotos.

O córrego Botas recebe lançamento de esgoto sanitário clandestino na galeria de águas pluviais (proximidade do Jardim Columbia) e os efluentes industriais e esgoto sanitário tratados das empresas instaladas no Pólo Empresarial Norte. O córrego Coqueiro (Nascente – Taquaral Bosque) recebe lançamento de esgotos clandestinos na galeria de águas pluviais.

O córrego, afluente do Botas sem denominação – nascente no Parque Consul Assaf Trad – AlphavilIe), recebe lançamento de esgotos clandestinos na galeria de águas pluviais originados das atividades e residências localizadas na Avenida Coronel Antonino.

Destacam-se processos erosivos na cabeceira e nascente do córrego São Julião, com processo de assoreamento; e processos erosivos em plena evolução na cabeceira e nascente do córrego Coqueiro (bairro Taquaral Bosque), e grave assoreamento a jusante do macro anel rodoviário (bairro Chácara dos Poderes).

Localizada na região sul de Campo Grande, a microbacia do córrego Gameleira apresenta pouca densidade populacional estando menos suscetível à poluição urbana. Abrange parte dos bairros Los Angeles, Centro Oeste e Moreninha.

Localizada na região noroeste da zona urbana, esta microbacia, é composta pelos Córregos Serradinho e Imbirussu, abrangendo os bairros: Panamá, Popular, Nova Campo Grande, Núcleo Industrial e parte dos bairros Zé Pereira, José Abrão, Nasser, Santo Amaro, Santo Antônio, Sobrinho, Taveirópolis, São Conrado e Caiobá.

No Córrego Serradinho verifica-se a degradação antrópica pelo desmatamento e despejo de lixo urbano no córrego. Devido à carência de drenagem, há poucos lançamentos clandestinos de esgotos.

Parte dos bairros Santo Amaro (Conjunto Habitacional Coophatrabalho) e Popular (Jardim Sayonara) possui rede pública coletora de esgoto implantada, sendo os esgotos coletados e encaminhados às ETEs Coophatrabalho e Sayonara. Os esgotos tratados nas ETEs são lançados respectivamente nos córregos Imbirussu e Serradinho

O Córrego Imbirussu, na sua nascente, está prejudicado pelo desmatamento oriundo para a implantação de lavouras e pastagens. Já no perímetro urbano, após receber seu afluente, o Córrego Serradinho, atravessa uma região sem grandes degradações antrópicas. À jusante da Av. Duque de Caxias – no bairro Popular, O córrego Imbirussu recebe os efluentes industriais tratados nas próprias indústrias instaladas próximas ao bairro Nova Campo Grande e no Núcleo Industrial de Campo Grande.

De acordo com a Deliberação CECA/MS n. 036, de 2012, o Córrego Imbirussu e seus afluentes, desde a confluência com o córrego Serradinho até a sua foz no Rio Anhanduí, é classificado como classe 3.

Está sendo implantado o projeto de recuperação do fundo de vale dos córregos Imbirussu – Serradinho, o qual prevê a criação de um Parque Linear ao longo das margens dos Córregos e reativação do Horto Florestal Municipal. Já foram retiradas das áreas de risco (margens dos Córregos), aproximadamente 1100 (um mil e cem) moradias, que lançavam diretamente nos córregos, esgotos sanitários e resíduos sólidos (lixo).

A microbacia do Lageado localiza-se a sudoeste da região urbana de Campo Grande, abrangendo parte dos bairros: Centenário, Lageado, Los Angeles, Centro Oeste, Alves Pereira, Moreninha, Universitário, Rita Vieira, Tiradentes, Maria Aparecida Pedrossian, Chácara Cachoeira, Veraneio e Noroeste. Apresenta baixa densidade populacional.

Essa microbacia é muito importante para o município, tendo em vista ser um manancial de captação de águas, representando o segundo maior sistema de abastecimento de água de Campo Grande.

O Córrego Lageado, na sua maior parte, não recebe o lançamento de esgoto sanitário, porém sofre degradação pelo desmatamento desordenado e criação de animais nas margens do córrego, além de ser freqüente o lançamento de lixo urbano.

A poluição do córrego ocorre principalmente pela ocupação irregular de suas margens. Compõem a microbacia, além do Córrego Lageado, os córregos Poção, e Lageadinho, sendo que este último encontra-se fora da zona urbana do Município.

Localizada na região oeste da zona urbana, esta microbacia possui baixa densidade demográfica, por estar constituída ainda, de vazios urbanos. É abrangida pelos bairros: União e parte dos bairros: Sobrinho, Santo Antônio, Taveirópolis, Santo Amaro, Caiçara, Leblon, São Conrado, Tijuca, Caiobá, Batistão, Coophavilla II e Tarumã.

Compõem a microbacia os Córregos Buriti, Seriema, Zardo e Lagoa.

Localizada na porção Central e Leste da área urbana de Campo Grande, a microbacia do Prosa é composta pelos córregos Prosa, Sóter, Pindaré, Desbarrancado, Joaquim Português, Reveillon e Vendas. O córrego Prosa nasce no Parque Estadual do Prosa, na confluência dos córregos Desbarrancado e Joaquim Português e suas cabeceiras estão protegidas.

Os bairros que compõem a microbacia do Prosa são: Carandá, Itanhangá, Bela Vista e parte dos bairros Novos Estados, Estrela Dalva, Mata do Jacinto, Margarida, Autonomista, Veraneio, Santa Fé, Chácara Cachoeira, Jardim dos Estados, Centro, Glória, Monte Líbano, São Bento, Tv Morena, Vilas Boas, São Lourenço, Tiradentes, Noroeste, Carvalho, Amambaí e Chácara dos Poderes.

Do ponto de vista ambiental e da qualidade de vida da população, a microbacia do Prosa é a região mais favorecida do município, pois possui áreas de notável interesse ambiental, cultural e urbanístico, tais como o Parque das Nações Indígenas, Parque Sóter, Parque Linear do Sóter, Parque Estadual do Prosa, Parque Itanhangá e Parque dos Poderes.

No Parque Sóter, verifica-se a presença de lançamento de esgoto sanitário na galeria de águas pluviais, a montante da nascente. No trecho da voçoroca – Parque Sóter existe processo erosivo ativo, que ocasionou o assoreamento do lago do Parque

Parte do córrego Prosa localiza-se na região central da área urbana, onde está canalizado.

As cabeceiras do córrego Segredo, onde estão localizadas as nascentes, se situam na porção norte da área urbana do município, sendo que uma delas está na Lagoa da Cruz, outra no Parque Estadual Mata do Segredo e, a última, na área do Exército Brasileiro, próximo ao bairro Nova Lima. Destaca-se que nessa área há um processo erosivo em plena evolução, causando grave assoreamento da cabeceira e nascente.

A porção norte da microbacia, próxima às nascentes, possui uma ocupação marcada por uso tradicionalmente rural – chácaras de recreio ou de produção de hortifrutigranjeiros – destinados ao abastecimento local. Parte dos bairros localizados nessa região ainda não teve implantada rede coletora de esgoto. Porém ao norte, nos bairros que não possuem a rede coletora de esgoto, o esgotamento sanitário é feito predominante via sumidouros.

A porção sul da microbacia, que se localiza na região central, a qual é região de alta densidade populacional, possui rede pública coletora de esgoto implantada, e os esgotos coletados são encaminhados às ETEs Cabreúva e Los Angeles. Neste trecho, o córrego Segredo foi canalizado e pode-se identificar diversas ligações clandestinas de esgoto, sendo elas diretamente no córrego ou na galeria de águas pluviais.

A montante do trecho canalizado o córrego Segredo recebe o lançamento dos esgotos tratados na ETEs Residencial Palmares, que trata os esgotos dos conjuntos habitacionais Palmares I e II localizados na rua Canaã e na ETE Vale do Sol, onde são tratados os esgotos sanitários dos Residenciais: Vale do Sol I, II. III e Pedro Pedrossian, da Escola Municipal João Paulo Ribeiro e da Policlinica Odontologica Vale do Sol (Municipal).

Os principais contribuintes da microbacia do Segredo, na área urbana de Campo Grande, são os córregos: Segredo, Seminário, Cascudo, Furtuoso e Maracaju.

Na década de 70 (setenta), o córrego Maracaju foi tubulado em toda a sua extensão, entre a nascente na vila Rosa e sua desembocadura no córrego Segredo. Assim também aconteceu com o Furtuoso e o Cascudo, sendo que deste último, só não foram tubulados a área próxima à nascente e o trecho final próximo a sua desembocadura, a jusante da Rua 14 de julho.

Os bairros que compõem a microbacia do Segredo são: Seminário, Monte Castelo, São Francisco, Cruzeiro, Cabreúva e parte dos bairros Mata do Segredo, Nasser, Coronel Antonino, Nova Lima, Novos Estados, Mata do Jacinto, Margarida, Sobrinho, Planalto, Centro, Autonomista, Santa Fé, Jardim dos Estados e Amambaí.

Está sendo implantado o projeto de recuperação do fundo de vale do córrego Segredo, o qual prevê a criação de um Parque Linear ao longo das margens dos Córregos e a implantação de três barragens para controle de enchentes. Já foram retiradas das áreas de risco (margens dos Córregos), 266 (duzentas e sessenta e seis) moradias, que lançavam diretamente nos córregos, esgotos sanitários e resíduos sólidos (lixo).

Em março de 2010 a ETE Cabreúva foi desativada e o tratamento dos esgotos passaram a ser realizados na ETE Los Angeles.