O que é a Economia Criativa?

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Existem vários conceitos que são aceitos mundialmente sobre o que vem a ser mundialmente, mas aqui vamos usar um apresentado apresentada pelo SEBRAE, que é bem abrangente e interessante:

“Um conjunto de negócios que geram valor econômico tendo como base o capital intelectual e cultural e a criatividade, abrangendo os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade, cultura e capital intelectual como insumos primários”.

Isso significa que a criatividade, a cultura e o capital intelectual são essenciais nesse setor econômico.

Mundialmente existe um esforço de se firmar e fomentar cada vez mais a indústria criativa e atualmente, no intuito de mapeá-la com maior consistência, entende-se que as divisões mais contemporâneas e abrangentes estão inseridas em 13 segmentos criativos, os quais podem ser divididos em quatro grandes áreas. São elas:

  • Mídias
    • Editorial: edição de livros, revistas e conteúdos digitais.
    • Audiovisual: conteúdo, distribuição programação e transmissão em geral.
  • Consumo
    • Design: especialidade gráfica, multimídia e produtos.
    • Arquitetura: projeto de edificações, paisagens e ambientes, além do planejamento e conservação.
    • Moda: desenho de peças de vestuário e modelistas.
    • Publicidade: atividades de publicidade, marketing, pesquisa de mercado e organização de eventos.
  • Cultura
    • Patrimônio e Artes: serviços culturais, museologia, produção cultural, patrimônios históricos.
    • Música: gravação, edição, mixagem de som, criação e interpretação musical.
    • Artes Cênicas: atuação, produção e direção de espetáculos teatrais e de dança.
    • Expressões Culturais: artesanato, folclore, gastronomia, festivais.
  • Tecnologia
    • Pesquisa & Desenvolvimento: desenvolvimento experimental em geral, exceto áreas biológicas.
    • Biotecnologia: bioengenharia, pesquisas e atividades laboratoriais.
    • Tecnologias da Informação e Comunicação: softwares, sistemas, consultoria em TI e robótica.

No Brasil, foi criada a Secretaria de Economia Criativa criada pelo Decreto 7743, de 1º de junho de 2012, vinculada ao Ministério da Cultura (O Ministério foi extinto e as atividades do Ministério e da Secretaria foram realojadas, em sua maioria, porém, a Economia Criativa, por ser um grande segmento mundial, continua a vigorar, agora amparado por órgãos distintos, estando em fase de reestruturação as ações a serem realizadas) e existem projetos de lei em andamento.

Mesmo que ainda não se tenha firmado uma legislação a respeito, considera-se no Brasil que a Economia Criativa é formada por 20 setores, quais sejam:

  1. artes cênicas,
  2. música,
  3. artes visuais,
  4. literatura e mercado editorial,
  5. audiovisual,
  6. animação,
  7. games,
  8. software aplicado à economia criativa,
  9. publicidade,
  10. rádio,
  11. TV,
  12. moda,
  13. arquitetura,
  14. design,
  15. gastronomia,
  16. cultura popular,
  17. artesanato,
  18. entretenimento,
  19. eventos e
  20. turismo cultural.

Em Campo Grande vem sendo fomentado pela Prefeitura Municipal, por meio de várias de suas Secretarias uma série de ações que buscam valorizar, abrir e fortalecer junto ao mercado espaço para artesãos, artistas visuais, profissionais da gastronomia e designers e estilistas, além de outros artistas de diversas expressões, mas ainda não houve uma ação concentrada para que sejam mostrados e incentivados os empreendedores/empreendimentos que atuam na cidade dentro do segmento criativo enquanto inovador e contemporâneo segmento econômico que forma um corpo importante e que tem um potencial elevado para contribuir na economia local de forma sustentável.

A principal motivação para se apropriar do termo Economia Criativa e tê-lo como norte para a realização de eventos e ações por parte da Prefeitura Municipal de Campo Grande por meio de sua Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia – SEDESC é que:

1) faz parte de sua missão fomentar a economia local;

2) há contato direto entre a SEDESC e empreendedores da Economia Criativa por meio das Incubadoras Municipais, uma vez que os segmentos por elas trabalhados são alimentos, tecnologia, artesanato e moda/têxtil;

3) há possibilidade de ampliar tanto o contato como o fomento desse segmento econômico em uma ação inicial que faz parte da expertise da SEDESC – organização de evento para mostra e comercialização; e

4) será uma oportunidade valiosa para a organização e coordenação do segmento econômico que é a Economia Criativa, podendo em pouco tempo alcançar expressividade tendo como exemplos os patamares alcançados pelas capitais de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Rede Municipal de Sites e Serviços On-line de Campo Grande MS

http://www.campogrande.ms.gov.br/