CPPIR/CG

COORDENADORIA DE POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL

Coordenadora: Rosana Cláudia Delfino Anunciação Franco

52d940e3-f523-43ca-8d08-fa6adc7de4b7

Tem por finalidade planejar, desenvolver, integrar, orientar, coordenar e acompanhar as políticas, programas, projetos, ações e atividades voltadas para a promoção da justiça social e práticas que colaborem no campo das Políticas Públicas para a igualdade racial, desta forma, promove e implementa programas, serviços e ações afirmativas que visem a superação das desigualdades raciais, e eliminação da descriminação, o enfrentamento ao racismo, a preservação da memória, da cultura e da identidade étnica da População Negra, dos Povos de Terreiro e dos povos Ciganos, bem como sua plena inserção na vida econômica, política, cultural e social do Município.

 

ÚLTIMOS EVENTOS

NO MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA, CAMPO GRANDE SEDIA EVENTO INTERNACIONAL ‘ÁFRICA FRIENDS’

4459e108-eff7-40c3-98b3-06d78e46f749

Neste mês da Consciência Negra, Campo Grande foi sede do evento internacional “Projeto África Friends”, que atua na luta contra a discriminação racial e pela inclusão dos negros. A programação teve início no dia 19 de novembro e encerrou na sexta-feira (22), quando aconteceu a entrega do Prêmio Internacional África Friends, que reconhece a atuação das pessoas que trabalham pela igualdade.

O Projeto é promovido pelo Instituto Azusa, que trabalha em parcerias com governos, instituições, empresas e universidades para garantir formação e capacitação aos jovens negros. Trata-se de um evento internacional, com participação de comissões dos Estados Unidos, Europa e mais de dez países africanos, além da presença de governadores, ministros e presidentes de multinacionais.

A Prefeitura Municipal de Campo Grande recebeu a premiação através do Subsecretario de Defesa dos Direitos Humanos, Ademar Vieira Junior e da Coordenadora de Políticas de Promoção para Igualdade Racial, Rosana Anunciação Franco.

5c821a7b-0075-4e96-90ca-f88f7acaeab5A SDHU (Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos) que integra a estrutura básica da Segov (Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais), atua de forma conjunta e articulada para o fortalecimento de uma sociedade em que os direitos humanos sejam conhecidos e respeitados, e que a diversidade seja vista como característica positiva de um povo plural e em que as discriminações originadas em preconceitos não sejam aceitas.

O Subsecretário Ademar Vieira Junior recebeu o prêmio das mãos do príncipe da Nigéria Adekunle Aderonmu. Na ocasião, ele ressaltou que apesar dos avanços, muito ainda precisa ser feito na busca pela garantia dos direitos da pessoa negra. “Muito ainda precisa ser feito para que possamos alcançar nossos 79605380-151c-4bdc-8cc3-35a711aae484objetivos, mas estamos no caminho certo. A Prefeitura de Campo Grande tem trabalhado com muito empenho na busca pela garantia dos direitos humanos, não só no mês da consciência negra, mas durante todo o ano. ’Estamos trilhando um caminho para que em um futuro próximo nossa capital seja destaque nesta questão”.

A Coordenadora Rosana Anunciação disse que o prêmio reafirma o compromisso da atual gestão com essa temática, não só planejando, mas colocando em prática ações em prol da população negra. “Durante todo o ano, em especial agora no mês da consciência negra, estamos implementando programas, serviços e ações afirmativas que visam a superação das desigualdades raciais e preservando a memória da cultura da população negra da capital’’.

PREFEITURA REALIZA COLÓQUIO EM ALUSÃO AO DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA

IMG_0879

Na manhã desta quarta-feira (20) a Prefeitura de Campo Grande através da SEGOV (Secretaria de Governo e Relações Institucionais), da SDHU (Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos) e da CPPIR (Coordenadoria de Políticas de Promoção para Igualdade Racial) realizou um colóquio com o tema ‘’Racismo Institucional’’.

IMG_0825O evento aconteceu no auditório do IMPCG, e ao todo mais de 100 pessoas participaram do colóquio, especialmente dirigido a Guarda Municipal de Campo Grande. O objetivo central foi abrir uma conversação a respeito desta temática, apresentando dados e fatos reais que aumentam as desigualdades em nossa sociedade.

“Campo Grande é a primeira cidade das 5.570 cidades do país a ter uma denúncia de crime de racismo, talvez isso tenha passado despercebido por nós, mas a primeira denuncia criminal feita pelo Ministério Público e recebida por um juiz é nossa e nós precisamos continuar fazendo a diferença onde estivermos”, ressaltou o prefeito Marquinhos Trad.

Os negros (as) não sofrem apenas discriminação racial devido ao preconceito, mas também e, sobretudo o racismo institucional. Trata-se de discriminação racial praticada pelo Estado ao atuar de forma diferenciada em relação a esses seguimentos populacionais.

IMG_0899Para o Subsecretario de Defesa dos Direitos Humanos, Junior Coringa, a criação da Coordenadoria de Políticas de Promoção para Igualdade Racial foi um passo valioso para o combate ao racismo na capital. ‘’A Coordenadoria forma, promove e implementa programas, serviços e ações afirmativas que visam a superação das desigualdades raciais, a eliminação da discriminação e a preservação da memória, da cultura e da identidade étnica da população negra’’.

Já para o GCM, Silas Silva de Araújo, que entrou para o serviço público este ano, o colóquio abre um leque na visão dos Guardas Municipais em relação ao racismo e ajuda a compreender alguns temas importantes em relação ao tema no âmbito institucional. ‘’Esse colóquio está nos dando um norte, e nos apresenta a importância do respeito, agregando conhecimento, para que possamos atender a população com excelência’’ diz Silas.

O colóquio foi realizado pela doutora em educação e pós-doutora em Sociologia Política, Nilda da Silva Pereira, professor universitário, ex-deputado federal e docente na UCDB, Bem-Hur Ferreira, pedagoga, pós-graduada e mestre em Ciências Sociais, Ana Lúcia da Silva Sena e pelo pós-graduando em administração e estratégia da ordem, José Antônio Pereira dos Santos.

Dia 20:

O Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado no Brasil, em 20 de novembro, foi criado em 2003 como efeméride incluída no calendário escolar — até ser oficialmente instituído em âmbito nacional mediante a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011, sendo feriado em cerca de mil cidades em todo o país e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro através de decretos estaduais.

A ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, um dos maiores líderes negros do Brasil que lutou pela libertação do povo contra o sistema escravista.

O Dia da Consciência Negra é considerado importante no reconhecimento dos descendentes africanos e da construção da sociedade brasileira. A data, dentre outras coisas, suscita questões sobre racismo, discriminação, igualdade social, inclusão de negros na sociedade e a cultura afro-brasileira, assim como a promoção de fóruns, debates e outras atividades que valorizam a cultura africana.

No contexto histórico, as celebrações do 20 de novembro surgiram na segunda metade dos anos 1970, no âmbito das lutas dos movimentos sociais contra o racismo. O idealizador do Dia Nacional da Consciência Negra, foi o poeta, professor e pesquisador gaúcho Oliveira Silveira. Silveira foi um dos fundadores do Grupo Palmares, associação que reunia militantes e pesquisadores da cultura negra brasileira, em Porto Alegre. Em 1971, ano da fundação do Grupo, ele propôs uma data que comemorasse o valor da comunidade negra e sua fundamental contribuição ao país.

Alguns dados:

Os negros são as maiores vítimas de homicídio. Segundo dados do Mapa da violência, o número de vítimas brancas na população brasileira diminuiu, já entre os negros, o número de vítimas de homicídio aumentou mais de 30,2%.

Os dados são mais dramáticos quando se consideram os jovens: o número de homicídios de jovens brancos caiu, no período 30%, enquanto o de jovens negros cresceu 25%, o que significa que a brecha de mortalidade entre brancos e negros cresceu.

PALESTRA COM CIÊNCIA DE MUDANÇA

74214106_2153145518314949_5225911988667809792_oEntendendo que a Política Pública deve ser desenvolvida de forma a atender as demandas da população, a Prefeitura de Campo Grande, através da Secretaria de Governo e Relações Institucionais, e por intermédio da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos e da Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, promoveu hoje (12/11) duas palestras para mais de 240 alunos e alunas da Escola Municipal Danda Nunes.

A ação faz parte da ‘’agenda positiva com ciência de mudança’’, que tem como objetivo promover a reflexão a respeito da verdadeira inserção da população negra na sociedade, e preconceito racial.

76994764_2153145341648300_7410513877911207936_oOs alunos foram participativos e compreenderam que a população negra faz parte diretamente da construção do nosso País , e devemos ter, para com todos, o respeito e a valorização que merecem.

 

 

PREFEITURA PROMOVE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL

4db5fb5a-b84e-4b0c-b4c5-ae9584bcb14b

Campo Grande, 23/05/2019 às 12:11

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov) e da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos (SDHU) promoveu a manhã desta quinta-feira(23, na Morada dos Bais, a abertura do curso de capacitação em promoção da igualdade racial.

O curso é uma ação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por intermédio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e tem como articuladora a Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Município. Ele aborda os conteúdos referentes a essas políticas públicas, e de como se elaborar o  Plano Municipal, além de projetos para captar recursos financeiros.

762063a8-a32f-483d-b269-a5ec75c85160Para o subsecretário de Defesa dos Direitos Humanos, a igualdade racial depende de pessoas comprometidas com a causa. “Precisamos formar novos militantes em prol dos direitos humanos, pessoas que atuem com o coração para que políticas públicas sejam efetivadas em favor da igualdade racial e dos direitos humanos como um todo’’.

Já a coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Rosana Anunciação Franco salienta a importância deste momento que une tanto militância, governo e não governo para juntos fazer um diagnóstico do trabalho a favor da igualdade racial no Município. “É o momento de nos unirmos , de fortalecer nossos vínculos para que nossa capital seja exemplo em direitos humanos”, diz.

Para o dr. Guilherme Mansur Dias, que ministrou o curso, o mesmo é de uma relevância enorme para o Município, para os seguimentos envolvidos e populações tradicionais. ‘”A questão étnico racial não é a discussão de um grupo mas da sociedade como um todo, e temos que estar a todo tempo reforçando essa pauta e compartilhando conhecimentos a respeito, para o avanço da igualdade no nosso País’’, ressalta o palestrante.

A capacitação de 14h/aula vai acontecer entre os dias 23 e 24 de maio, na Morada dos Bais das 8h às 17hs, e está aberta para Gestores, Conselheiros e Sociedade Civil. Para mais informações (67) 99227-9241

Sobre o palestrante

Dr Guilherme Mansur Dias tem Pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Doutorado em Antropologia Social Universidade Estadual de Campinas, Mestrado em Antropologia Social Universidade Estadual de Campinas, Bacharelado em Ciências Sociais Universidade Estadual de Campinas. É pesquisador de Pós-doutorado no Centro de Pesquisas Sociológicas sobre Direito e Justiça Criminal (CESDIP)/França, Pesquisador Associado Grupo de Trabalho Migrações: desigualdades e tensões. Conselho Latino americano de Ciências Sociais (CLACSO), Equador. Consultor/Voluntário Fundação AMOR, Analista e Coordenador de Projetos Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Servidor na Coordenação Geral de Regularização de Territórios Quilombolas e responsável pela implementação do projeto Formulação de Uma Linguagem Pública sobre Comunidades Quilombolas.

60164782_2035864563376379_6907893500440739840_n

DIA NACIONAL DE DENUNCIA CONTRA O RACISMO

NOSSA LUTA É CONTRA A DESIGUALDADE RACIAL, POR UMA SOCIEDADE JUSTA E IGUALITÁRIA.

Pela verdadeira liberdade, a de igualdade de oportunidades, por mais empregos, melhores salários, mais saúde, educação, cultura e moradia digna.

No Brasil, a população negra representa mais da metade da população do país e o racismo ainda se apresenta em diferentes formas, que muitas vezes impende a ascensão da pessoa negra, ferindo a gerando violência, exclusão, invisibilidade, que aniquila e aumenta a desigualdade em nossa sociedade, onde números alarmantes de assassinatos crescem a cada dia, em especial de mulheres e da juventude.

A LEI AUREA aboliu formalmente o trabalho escravo, no entanto não significou a instauração da cidadania para a população negra , não assegurou as condições mínimas para que as famílias pudessem se estruturar com dignidade.

O 13 de Maio não é para ser comemorado, mas deve sim ser uma data reflexiva de como vive a população negra no Brasil pós-abolição até os dias atuais.

Vamos retomar a nossa história com um novo olhar sobre o passado do povo negro, para compreendermos o presente e modificar o futuro, marcando uma nova pagina, onde o RESPEITO AS DIFERENÇAS será o protagonista principal no processo de construção de novas relações de igualdade e equidade.

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, criou a Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos e com ela a Coordenadoria de Políticas de Promoção para a Igualdade Racial CPPIR/CG, que tem por competência elaborar, propor, articular e coordenar as políticas públicas Municipais de Promoção para Igualdade Racial, visando a superação das desigualdades raciais, o enfrentamento ao racismo, a eliminação da discriminação, a preservação da memória, da cultura e da identidade étnico-racial da população negra, dos Povos de Terreiro e de Povos Ciganos, bem como sua plena inserção na vida econômica, política, cultural e social do Município de Campo Grande.

Em nossa cidade Campo Grande-MS, a população negra é marcante e com uma história singular, onde três Comunidades Negras Quilombolas, fortalecem a cultura de forma a resistir a muitas situações que as oprime e violentam em seus direitos, são elas: Tia Eva, São João Batista e Chácara Buriti.

Uma das primeiras Instituições, fundada com o objetivo de fortalecer a temática racial e lutar por direitos, foi o Grupo TEZ (Trabalho Estudos Zumbi), seguida pelo Coletivo de Mulheres Negras de MS “Raimunda Luzia de Brito”, GMUNE\Tia Eva. Instituído e ativo temos ainda o Fórum Permanente de Entidades do Movimento Negro, Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial, o Fórum de Capoeira de MS e o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro – CMDN.

Todas estas Instituições exercem papel fundamental, trabalhando pela eliminação de toda forma de opressão que aumenta a desigualdade em nossa sociedade, sendo parceiras da Coordenadoria!


 

 

No mês da consciência Negra, palestra em Escola da REME aborda racismo e respeito às diferenças

400A9545

Racismo, discriminação, igualdade social, a inclusão do negro na sociedade, cultura afro-brasileira, dentre outros assuntos, foram temas da palestra apresentada nesta quarta-feira (7) para os alunos da Escola Municipal Elízio Ramires Vieira, no Jardim Pênfigo. A atividade abriu a programação do mês da Consciência Negra, que vai trabalhar o projeto “Agenda com ciência de mudança”.400A9530

Realizado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, vinculada a Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos, subordinada a Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), o projeto prevê ações positivas em Direitos Humanos, para levar até a população informações necessárias ao enfrentamento da prática do racismo, bem como a valorização das diversas culturas pertencentes a capital sul-mato-grossense.400A9579 (Copy)

O prefeito Marquinhos Trad fez questão de comparecer ao evento para deixar sua mensagem aos alunos, a qual pediu respeito às diferenças. “Quero pedir a vocês, que tenham boas atitudes em relação ao próximo, por mais que a pessoa seja diferente de você. A bíblia não revela qual é a cor de Deus. A única coisa que sabemos é que nós viemos do pó, e o pó pode ser claro ou escuro. Se olharem a Bíblia Sagrada vão observar que não cita qual a cor do pó. E essa é a demonstração mais contundente de que nós não devemos diferenciar ninguém, mas respeitar as diferenças”.

O Subsecretário de Defesa dos Direitos Humanos, Ademar Vieira Junior, enfatiza que ações como esta de hoje são o caminho para o combate e superação do racismo. “Através de elaboração e aplicação das políticas públicas alcançaremos uma parte maior da população para mostrar que somos todos iguais”, afirmou.400A9538 (Copy)

A aluna do 9º ano do Ensino Fundamental, Emilly Fernandes, 14 anos, aprovou o tema da palestra. Para ela, “o importante é o que a pessoa é por dentro, as diferenças por fora não significam muito. A escola tem sido minha segunda casa, é aqui onde aprendo a maioria dos valores mais importantes da vida, e a partir da palestra de hoje quero levar essas informações tão importantes em relação a discriminação e o racismo’’, disse a estudante, que mora no Parque do Sol.

A aluna do 5º ano, Evellyn Mary, 11 anos, também aprovou a palestra realizada nesta quarta-feira, no pátio da escola. “As pessoas, às vezes, cometem discriminação sem saber e tudo o que ouvimos hoje aqui na palestra acabou nos ajudando a compreender um pouco mais sobre o tema’’.

A palestra, ministrada pela responsável pela Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura, Rosana Anunciação Franco,  envolveu mais de 300 alunos. De acordo com a coordenadora, as atividades do projeto “Agenda com ciência de mudança” serão levadas para as demais escolas da Reme, além de Associações, Projetos Sociais, Grupos e outros diversos espaços. “A ideia é abordar o tema do racismo, como forma de sensibilizar e levar informações sobre essa temática, bem como falar sobre o desenvolvimento de diversas ações realizadas como forma de eliminar a discriminação e o racismo de nossa sociedade”.

A ação, que ocorre durante todo o mês de novembro, contará também com o auxílio de vídeos explicativos sobre respeito às diferenças, legislação dos direitos humanos, dados específicos da atualidade, além de vocabulários usados em nossa sociedade que reforçam o preconceito e a discriminação racial.


 

 

PREFEITO RECEBE DOCUMENTO COM PROPOSTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE MULHERES DE MOVIMENTOS SOCIAIS

WhatsApp Image 2018-11-20 at 09.53.16

Campo Grande, 20/11/2018 às 11:09

Mulheres Negras, Ciganas, LBT, de Terreiro, Indígenas e com Deficiência entregaram na manhã desta terça-feira (20) um documento ao prefeito Marquinhos Trad com propostas de políticas públicas que venham ao encontro das demandas dos movimentos sociais. A carta foi elaborada durante o 1º Seminário de Mulheres Negras, Ciganas, LBT, de Terreiro, Indígenas e com Deficiência, que aconteceu em agosto, durante as festividades do Aniversário de Campo Grande.

IMG_7635A principal demanda foi discutir Políticas Públicas que melhor atendam as necessidades da igualdade racial e de gênero, objetivando promover a inclusão social e combater todas as formas de racismo e violência, bem como melhorias no campo do trabalho, renda, educação, cultura, esporte, lazer, saúde, assistência social dentre outros temas importantes para a promoção e garantia dos Direitos Humanos.

O prefeito Marquinhos Trad disse que não é fácil para um gestor conseguir diminuir preconceitos e igualar direitos, porque o preconceito existe desde quando Jesus pregava a igualdade social. Mas, pontuou que tem trabalhado todos os dias pela representatividade de cada uma das mulheres que ali estavam representadas.

O subsecretário de Defesa dos Direitos Humanos, Ademar Vieira Junior, fez questão de lembrar o simbolismo da data da entrega do documento.

“Hoje, dia 20 de novembro, é um dia de luta e que não seja apenas mais um dia, que todos os dias busquemos mais ativistas e trabalhemos a questão da discriminação racial, que ainda existe em todos os lugares”, frisou.

Representando as mulheres ativistas, Mirella Bellatore Tosta, presidente da Associação de Mulheres com Deficiência de Campo Grande (AMDEF-CG), disse que pata ela e para todas da entidade foi uma honra muito grande participar do Seminário, da formatação do documento.

WhatsApp Image 2018-11-20 at 09.53.52“Isso mostra que a nossa visibilidade está conquistada e esse documento é uma grande vitória”, disse.

No documento estão propostas para que as mulheres participem mais das ações de políticas públicas em Campo Grande. De acordo com Rosana Anunciação Franco, coordenadora da Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, há muitas ações que estão acontecendo no Município, mas não vem ao encontro das reais necessidades das mulheres.

“Durante o Seminário as mulheres se reuniram, conversaram muito e levantaram essas demandas para ver como expandir, como executar essas políticas e como o Município deve tratar isso. Nós, como gestores, estamos fazendo a nossa parte, colocando os movimentos sociais na pauta, se interessando do assunto, ouvindo, porque o importante é isso ouvir o que a base necessita”, finalizou.


NA SEMANA DOS DIREITOS HUMANOS, PALESTRA EM ESCOLA ABORDA PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO RACIAL

400A3543Foto: A

Campo Grande, 04/12/2018 às 13:52

Preconceito, discriminação racial, racismo e educação para as relações raciais foram os temas discutidos nesta terça-feira (4), por 120 estudantes do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professora Lenita de Sena Nachif, localizada no Bairro Jardim Centro-Oeste. A atividade faz parte da Semana dos Direitos Humanos, realizada pela Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos (SDHU), vinculada a Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov).

400A3548O subsecretário de Defesa dos Direitos Humanos, Ademar Vieira Junior, fez questão de comparecer à palestra, ministrada pela responsável pela Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura, Rosana Anunciação Franco, para deixar sua mensagem aos estudantes da Reme.

“Promovemos essas rodas de conversa nas escolas para lembrar que está nas mãos de vocês a mudança de comportamento para eliminar o preconceito e o racismo. E, somente com a mudança de comportamento desde cedo é que podemos nos tornar exemplo para outras pessoas, a fim de despertar a consciência em relação a esse problema”, disse o subsecretário.400A3562

Para a aluna do 4º ano, Maria Clara Souza, 9 anos, trazer o tema para discussão nas escolas é bastante positivo. Ela conta que já sofreu preconceito e que a experiência é bastante negativa. “Já fui desrespeitada pelos meus colegas e na hora me senti muito triste. Acho importante as pessoas irem até as escolas para lembrar a todos que o preconceito não leva a nada, a não ser deixar o outro triste”, relatou.

Já o estudante Cesar Lucas, 10 anos, também do 4º ano, disse que procura sempre apoiar seus colegas quando observa que estão sendo vítimas de qualquer tipo de preconceito. “Eu não gosto de ver alguém despeitando outra pessoa, principalmente se o motivo forem as características físicas. Quando percebo algo já vou até a pessoa e falo para ela não ligar, que quem fala maldade não 400A3556merece a nossa atenção”, ressaltou o jovem estudante.

A diretora da Escola Municipal Professora Lenita de Sena Nachif, Maria Cupertino de Souza, disse que a iniciativa ajuda no desenvolvimento e formação da personalidade crítica dos estudantes. “Esse tipo de evento, em que coloca em pauta um tema tão sério, é muito importante para o desenvolvimento intelectual de nossos alunos como seres humanos, no que se refere ao respeito ao próximo, e ao conhecimento quanto a uma sociedade mais justa e igualitária”.

Durante a palestra, a coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura convocou os estudantes para uma 400A3569mudança de comportamento. “Ninguém pode mudar o outro, mas podemos controlar nossas próprias atitudes. Um simples apelido que damos ao colega, ou brincadeiras ofensivas são tipos de preconceito. Precisamos repensar nossas ações e brincadeiras. Ninguém nasce racista, então, que tal continuarmos a ser apenas crianças, com toda a nossa pureza?!”, finalizou Rosana.

Como parte da programação da Semana dos Direitos Humanos, até a próxima sexta-feira estarão acontecendo diversas ações, por meio de palestras, seminários, rodas de conversa,  com a finalidade de promoção e garantia dos Direitos Humanos, compreendendo a atuação na promoção e na defesa da cidadania e fortalecimento das políticas públicas aplicadas à população em maior vulnerabilidade social, inclusão social, integração dos povos, promoção da igualdade e no enfrentamento à discriminação, compreendendo também a atuação pela valorização de suas culturas e valores.

Rede Municipal de Sites e Serviços On-line de Campo Grande MS

http://www.campogrande.ms.gov.br/