Prefeitura apresenta documento sobre violência que norteará políticas públicas para as mulheres

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Campo Grande, 13/03/2019 às 16:28

A Subsecretaria de Políticas para a Mulher (SEMU) realizou um mapeamento  para levantar informações qualitativas e quantitativas sobre a violência contra a mulher em Campo Grande. O documento “Mapeamento da Violência em Campo Grande” revela dados importantes, que servirão de fonte de consulta para embasar a formulação das políticas públicas para a mulher. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (13), na Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher (SEMU).

7Z2A3864 (Copy)“Esta é a primeira pesquisa científica realizada na cidade que se refere aos diferentes tipos de violência contra as mulheres e ajuda a traçar um perfil socioeconômico daquelas que já sofreram ou sofrem algum tipo de violência. Ele nos ajudará a elaborar políticas públicas que tenham mais a ver com a nossa realidade”, enfatizou a subsecretária de Políticas para a Mulher, Carla Stephanini.

De acordo com Crisrober Silva, um dos responsáveis pela pesquisa, o mapeamento foi baseado não somente em dados estatísticos dos órgãos oficiais, mas também foram ouvidas mulheres da comunidade, muitas as quais nunca apresentaram nenhum tipo de
denúncia.

7Z2A3870 (Copy)“Existe uma lacuna das mulheres que não procuram ajuda e fomos em busca destas mulheres para tentar obter resultados mais precisos. A pesquisa ainda revelou que não se pode abrir espaço para a concessão de qualquer tipo de violência,” destacou Crisrober.

Segundo o mapeamento, no ano de 2017, o perfil da mulher com maiores percentuais de violência é da região de Anhanduizinho. A média de idade é de 30 e 59 anos, com renda própria e regular com vínculo. Alem disso, a pesquisa ainda informa que a violência mais citada pelas entrevistadas, considerando ao longo de suas vidas, é a psicológica.

7Z2A3908 (Copy)Para a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Nélis Braúna, a principail causa da violência contra a mulher é a cultura machista e de patriarcado, que acaba inferiorizando o papel das mulheres.

“A Patrulha atende mulheres que já possuem medidas protetivas de todas as classes sociais e diferentes idades. Ultimamente, temos visto o aumento do número de violência patrimonial. Muitas mulheres não denunciam por vergonha, dependência psicológica ou financeira. Porém, a gente procura incentivar as denúncias, até de terceiros. Basta ligar no 180,” afirmou Nélis.

O Mapeamento foi financiado com recursos de convênio celebrado com o Governo Federal e em breve estará disponível de forma online.

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