Campanha de combate às queimadas urbanas destaca nesta edição “Onde tem queimada, não tem saúde!”

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Campo Grande, 03/06/2019 às 14:42

Na manhã desta segunda-feira, na Câmara Municipal de Vereadores, foi lançada a campanha municipal de conscientização no combate aos incêndios urbanos que tem como tema ‘Onde tem queimada, não tem saúde!’, que integra as ações do Agosto Alaranjado. Durante o evento, as mensagens dos representantes envolvidos nas ações destacaram, incisivamente, a importância da conscientização do cidadão no combate aos incêndios.

O secretário municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana, Luís Eduardo Costa, frisou a relevância do apoio da população no combate às queimadas e no trabalho em conjunto entre os órgãos públicos “Nós temos que atuar próximo às comunidades, unir esforços para mudar esse comportamento e pensamento que muitos ainda têm em que atear fogo é uma forma de limpar uma área. Devemos estreitar esse trabalho de inteligência entre Semadur e Corpo de Bombeiros no enfrentamento aos incêndios e intensificar a fiscalização”.

O vereador e vice-presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente da Câmara Municipal, Eduardo Romero frisou o trabalho do Legislativo aliado ao Executivo municipal em atendimento aos anseios da comunidade “É clara a importância do legislativo quando ele abre portas para atender a população. E o lançamento desta Campanha já alertando para Agosto Alaranjado, uma Lei municipal, sendo realizado aqui na casa do povo é muito gratificante. Pois sabemos do período crítico que se aproxima em decorrência das queimadas que mostram dados alarmantes que impactam nas questões de saúde pública, trânsito e meio ambiente. Por isso começamos essa campanha agora para já termos resultados em agosto, mês considerado crítico para os incêndios”.

A Lei 5.864 institui o Agosto Alaranjado, que tem por finalidade promover a discussão junto a comunidade, otimizar a gestão, o monitoramento, a prevenção e o combate ao uso de fogo na vegetação no município. E o Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e Urbanos possui o objetivo de realizar o intercâmbio de informações e planejar ações conjuntas voltadas à prevenção de riscos e ao combate dos focos de incêndios.

Para o vereador e médico Eduardo Cury, há uma preocupação em relação à questão do aumento dos atendimentos na saúde pública devido aos altos índices de queimadas “São muitos os problemas causados com as queimadas, entre eles destacamos os problemas respiratórios. Notamos que a queimada é algo colocado como comportamental, educacional. Por isso o apelo médico também, pois as maiores vítimas, lamentavelmente, são as crianças e idosos que irão recorrer aos atendimentos públicos emergenciais”.

O comandante metropolitano do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul Coronel QOBM Marcello Fraiha, enfatizou a relevância da discussão da temática com antecedência “Temos que unir esforços e tendo essa oportunidade de trabalharmos juntos não mediaremos esforços para o êxito dessas ações. Pois com as queimadas acabam transformando-se em uma “bola de neve”, pois além dos transtornos à saúde e ao meio ambiente Também há a sobrecarga do atendimento nas unidades de saúde em função dos casos de problemas respiratórios e as viaturas dos bombeiros que ficam mobilizadas no atendimento a esses casos”.

Já o diretor de Planejamento Ambiental da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, Rodrigo Giansante, pontuou “A reestruturação do Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e Urbanos de Campo Grande, com a participação das três esferas de Governo demonstra a conscientização dos envolvidos no trabalho que vem sendo realizado. Escolhemos nesta edição da campanha abordar as conseqüências das queimadas, com a intenção de realmente impactar, mostrando o que resulta de prejuízos para a população”.

O Tenente-Coronel QOBM Waldemir Moreira Junior, do Centro de Proteção Ambiental, salientou que neste ano há uma probabilidade de risco maior de incêndios, considerando que, em janeiro (fora do período considerado crítico), houve o registro recorde de ocorrências para o mês na comparação com a série histórica, iniciada em 1998. “Notamos sazonalidades decorrentes da biomassa acumulada, o que acaba favorecendo essa queima. Por isso é importante frisar que a emergência ocorre onde a prevenção falha”.

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