RUAS

 
Primeiro arruamento de Campo Grande.
*Rua Afonso Pena – atual Rua 26 de Agosto
*Avenida Marechal Hermes – atual Avenida Afonso Pena

Introdução

“Em 1909, a Intendência Municipal contratou o engenheiro Nilo Javari Barém para realizar o desenho da planta urbana de Campo Grande. Em Junho do mesmo ano, ela foi apresentada, mas sua realização e as providências a serem tomadas na cidade implicaram na reestruturação do Código de Postura aprovado em 1905. O novo modelo teve fortes influências das ideias positivistas, predominante entre os intelectuais brasileiros.
A sociedade desejada pelos positivistas, modelo evidente na organização deste documento, previa uma organização urbana moderna, a partir de funções definidas. Localidades urbanas deveriam articular entre si de forma ágil, através de ruas retilíneas em direção ao centro urbano.
Neste contexto, Nilo Javari Barém propôs o assentamento urbano no espigão divisor entre os dois principais córregos existentes, o Segredo e o Prosa, formadores do Rio Anhanduí, de modo a ocupar as formas tubulares desses terrenos. O desenho apresentava um plano ortogonal, em xadrez, com ruas largas (sentido leste-oeste). As principais ruas foram consideradas as estabelecidas de Sul a Norte, tendo como eixo central a Marechal Hermes (atual Av. Afonso Pena).
Ao longo da avenida central foi projetada a implantação de duas praças públicas, considerando-se a Praça da República (atua Praça do Radio Clube) como a principal, em torno da qual deveria se constituir o centro da futura cidade.”
(Cleonice Alexandre Le Bourlegat).

Curiosidade: “O Plano de alinhamento foi feito antes mesmo da delimitação do rocio urbano, providência que deveria ter ocorrido no momento da criação da vila, em 1899; portanto, dez anos antes. Essa planta deveria estar contida na chamada “área urbana do rocio”.
Nesse sentido, houve a ajuda do Ministério da Guerra, interessado no ordenamento territorial urbano, por questões de defesa militar no território. O engenheiro militar Themístocles Paes de Souza Brazil dispôs-se, com ajuda de Leonel Velasco, a realizar os levantamentos necessários no ano seguinte (1910), visando a delimitação do rocio urbano, com as zonas urbana e suburbana.”
(Cleonice Alexandre Le Bourlegat – Revista ARCA n. 14 – 2009).


Planta do Rocio traçado por Themístocles Paes de Souza Brazil.

Abaixo, contamos histórias de algumas ruas de Campo Grande, destacando prédios, moradores, alguns personagens, curiosidades e seus vários nomes.
Os textos foram elaborados através das pesquisas dos livros de Paulo Coelho Machado, que narrou com detalhes sobre as nossas ruas:
A Rua Velha (Rua 26 de Agosto)
A Rua Principal (Rua 14 de Julho)
A Rua Alegre (Rua 7 de Setembro)
A Grande Avenida (A. Afonso Pena)

“Forma singular de narrativa histórica: centrando-se aparentemente na história da rua, ele a reconstrói até onde a fraca memória dos homens registra. De casa em casa, de mansinho, bate à porta e entra naquele pequeno universo, com seus dramas, suas desgraças, suas graças e alegrias…”
Yara Penteado
(do livro Pelas Ruas de Campo Grande – 2ª edição).

*Os textos onde não estão citadas as autorias foram pesquisados ou retirados das Revistas ARCA números 6, 8 e 15.

Praça Oshiro Takimori, antiga Praça João Pedro de Souza. Entre as ruas 7 de Setembro e 26 de Agosto.


Vista parcial de Campo Grande. Ao centro, Avenida Afonso Pena. Década de 1950.

Rede Municipal de Sites e Serviços On-line de Campo Grande MS

http://www.campogrande.ms.gov.br/