R. 7 de Setembro


Rua 7 de Setembro. Década de 1910.

 “Desde o alinhamento das ruas em 1909, recebeu o nome em homenagem a Independência do Brasil, em 7 de Setembro de 1822.
Na Rua 7 de Setembro, fazia fundos os quintais da Rua Velha, a primeira a receber os ranchos dos fundadores”.
“… situava-se ali a gente mais pobre da vila, além de jagunços e pistoleiros.”
“Os crimes da Rua 7 de Setembro eram todos contra a pessoa, violências por motivos diversos. Alguns praticados por bandidos profissionais, outros derivados das emoções e paixões exacerbadas pelo álcool.”
“Por volta de 1909, surgiram na Rua 7 de Setembro os primeiros cabarés, bares, bilhares entre as raras residências e também algumas pensões de mulheres, onde se reuniam os peões de boiadeiros e mascates que aqui aportaram.” É deste tempo a abertura de uma casa noturna que marcou época em Campo Grande e de muita longa vida: Fecha Nunca.”  “Ficava aberto dia e noite. Nos primeiros tempos era freqüentado por famílias durante algumas horas, transformando-se depois em lupanar (prostíbulo).”  “O cabaré, que teve bons e maus tempos, era famoso no Estado todo e até fora, pois muitos perguntavam, de chegada, onde ele ficava”. “Foi fechado definitivamente na década de 50, retornando para o comércio regular”.
“As primeiras exibições cinematográficas em Campo Grande datam do início do século, quando aqui chegou o Chico Fotógrafo, com seu bioscópio ou “retratos móveis”. Depois, o italiano Rafael Orico trouxe o cinematógrafo, projetando vários filmes debaixo das mangueiras que circundavam o Hotel Democrata, na Rua do Padre, e ainda no Cabaré Fecha Nunca.”
Na Rua 7 de Setembro, foi inaugurado em 1913 o Cine Ideal. Foi noticiado no jornal O Estado de Mato Grosso, de Arlindo de Andrade Gomes. Artigo com data de 17 de Agosto de 1913: “ao que nos dizem, um cinema de primeira ordem. Todo serviço está presidindo muito gosto.” O cinema funcionava as Quintas-Feiras, Sábados e Domingos. 
Alma do Brasil – Filme sobre a Retirada da Laguna, realizado aqui em Campo Grande por Alexandre Wulfes e Líbero Luxardo, “Foi das pensões alegres e cabarés agitados da Rua 7 de Setembro que saíram as mulheres que participaram do filme Alma do Brasil.”
Dancing Guarany foi “O cabaré mais alegre e ostentoso da cidade, entre a Calógeras e a Rua 14 de Julho. Casa espaçosa, com grande salão, bar e vários quartos.”
“Nos anos 50, abriu-se campanha pela extinção do meretrício na Rua 7 de Setembro, considerada central e digna de melhor sorte. De fato, a rua esvaziou-se dentro de algum tempo…Os prostíbulos espalharam-se pela periferia.”
“Na esquina da Rua 14 de Julho, ao lado ímpar, Simão Abrão comprou um terreno em 1930, e nele construiu a casa em que se estabeleceu com um armazém de Secos e Molhados e residência no fundo, o Armazém Trancoso.”
“O morador mais famoso da Rua 7 de Setembro foi o grande Albert Braud, de nacionalidade francesa. Tirava fotos nas fazendas, carregando seu precioso equipamento em lombo de burro”.
Os fascistas faziam suas reuniões em misteriosa casa da Rua 7 de Setembro, segundo o Jornal do Comércio de 1928.
Um cartomante, Ludgero Siqueira tinha seu consultório de ciências ocultas. 
 “Nunca houve carnaval mais retumbante na Vila de Santo Antônio de Campo Grande do que o de 1914, conforme informações das pessoas que o presenciaram. A Rua 7 de Setembro já era mal afamada, mas o Cabaré Fecha Nunca, com seu enorme salão, nesses dias tornava-se familiar e ali eram realizados grandes bailes.”
(A Rua Alegre – Paulo Coelho Machado).

*Por causa dos cabarés e bares, a Rua 7 de Setembro era conhecida antigamente como “Rua Alegre”.

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