R. 14 de Julho


Rua 14 de Julho (1949)

“A denominação é em homenagem a queda da Bastilha, proposta pelo vereador Miguel Garcia Martins (3ª legislatura – 1909 – 1911) que significou um marco histórico para a humanidade, quando os franceses se insurgiram contra a tirania real, iniciando o movimento conhecido como Revolução Francesa, que tanto influenciou no comportamento dos povos ocidentais.” 
Em Campo Grande, a 14 de Julho se constituiu aos poucos como principal rua comercial e por várias décadas se configurou como via de acesso a Estação Ferroviária da Noroeste do Brasil. Inicialmente chamada de Beco – porque ali existia um trilheiro deserto, curto e sem saída. Recebeu o nome de Rua 14 de Julho no final da primeira década de 1900.
Em 1930, mudou seu nome para Aníbal de Toledo, em homenagem ao presidente eleito do Estado de Mato Grosso. O governante, no entanto, durou apenas nove meses no poder e a rua passou a se chamar João Pessoa, em homenagem ao candidato a vice-presidência do Brasil que nesse mesmo ano fora assassinado, comovendo toda a nação.
Em 1941, a rua volta a sua denominação primitiva, que nunca tinha sido abandonada pela população.
“A Rua 14 de Julho recebeu seu principal calçamento no final dos anos 20, pelo processo inaugurado na Inglaterra, o macadame.”
“Na confluência da Rua 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena, foi inaugurado no dia 23 de Agosto de 1933, o famoso relógio, que se transformou no grande ponto de referência da cidade.”. demolido em 7 de Agosto de 1970.
“O trecho da Rua 14 de Julho, entre a Marechal Rondon e a Maracajú, chamava-se baixada. É que a Rua Maracajú formava um vale, onde deslizava um pequeno córrego no sentido leste-oeste, que nos dias de chuva mais intensas, extravasava, causando grandes danos aos moradores.”
(A Rua Principal)

“A Rua 14 de Julho tem o sentido de trânsito do sul para o norte, existindo desde o ponto onde ela nasce no Cemitério Santo Antônio, em declive bastante acentuado até a Avenida Fernando Corrêa da Costa, que por sua vez, foi construída sobre o fundo de vale do Córrego Prosa, canalizado no final da década de 1990. Esta obra, juntamente com as canalizações do córrego Maracajú (executada na década de 70) e do canal da Avenida Rachid Derzi, realizada na década de 90, escondem os poucos pontos que ainda restavam de natural ao longo da 14.”
(Campo Grande e Rua 14 de Julho – Tempo, Espaço e Sociedade – Antônio Firmino de Oliveira Neto)

 
Rua 14 de Julho (década de 10)

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